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Isolamento social espontâneo no país tem maior média desde julho

A taxa atingida no último domingo foi de 48,7%. Medidas como distanciamento e uso de máscara são essenciais no controle da pandemia

Por Mariana Rosário Atualizado em 24 nov 2020, 18h32 - Publicado em 24 nov 2020, 18h26

A sucessão de notícias preocupantes nos últimos dias relacionadas à pandemia no país podem estar gerando uma bem-vinda reação: mais brasileiros adotaram o isolamento social durante o último domingo, 22. De acordo com dados da empresa de geolocalização Inloco, 48,2% das pessoas não transitaram por ruas de cidades brasileiras na data. Para se ter uma ideia, no dia 15, uma semana antes, a taxa de brasileiros na mesma condição era de 39,4%.

A taxa atingida no último domingo é a mais alta desde o dia 26 de julho, quando a média estava em 48,7%. Desde então as médias dos finais de semana estiveram sempre abaixo dos 47%, chegando a proximidade dos 43% e 44% ao longo do mês de outubro. A notícia mostra que o brasileiro está mais atento ao aumento de casos de Covid-19. Cuidados, como evitar aglomerações e uso de máscaras é fundamental em meio à pandemia.

O auge do isolamento social se deu no mês de março, quando o número de pessoas em quarentena ultrapassou os 60%. Passado esse primeiro momento, os índices aos finais de semana mantiveram-se abaixo dos 50% desde meados de maio. Em dias úteis, por conta do expediente das empresas, o índice de isolamento mantém-se normalmente em taxas drasticamente mais baixas (33% e 34% no mês de outubro, a título de comparação).

Observando os dados disponibilizados pela empresa é possível dizer que mesmo com as reaberturas, mais pessoas mantém-se em casa. Em fevereiro, antes das quarentenas, o número de pessoas que não circulavam aos finais de semana não chegava aos 43%.

Esses dados são calculados a partir de dados de geolocalização captados de telefones celulares de 60 milhões de brasileiros.

Nesta terça-feira, 24, o Brasil teve médias móveis atualizadas em 29.564,3 diagnósticos e 488 mortes por conta do novo coronavírus.

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