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Ioga pode reduzir ansiedade em pessoas com transtorno bipolar

Estudo constatou que a prática também pode melhorar a atenção dos pacientes e diminuir sintomas depressivos

Praticar ioga pode reduzir a ansiedade e a preocupação, além de melhorar a atenção de pacientes com transtorno bipolar. De acordo com um estudo publicado na edição de setembro do periódico Journal of Psychiatric Practic, um em cinco praticantes com bipolaridade acredita que a atividade melhora sinais depressivos e maníacos.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Self-Reported Benefits and Risks of Yoga in Individuals with Bipolar Disorder

Onde foi divulgada: Journal of Psychiatric Practic

Quem fez: Lisa A. Uebelacker, Lauren M. Weinstock e Morganne A. Kraines.

Instituição: Universidade Brown, nos Estados Unidos.

Resultado: Praticar ioga pode diminuir ansiedade, preocupação e melhorar sinais depressivos e maníacos em pacientes com transtorno bipolar.

“A maior parte das pessoas com transtorno bipolar relata que a ioga tem um impacto positivo em suas vidas”, diz Lisa Uebelacker, professora na Universidade Brown, nos Estados Unidos, e coautora do estudo.

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A pesquisa reuniu 109 participantes bipolares, praticantes de ioga por, em média, seis anos e com uma rotina de cinco sessões por semana. Dos 86 que tiveram as respostas analisadas, um em cinco afirma que a ioga mudou significativamente sua vida. A maior parte acredita que a prática indiana surte efeitos benéficos na saúde mental – além de ajudar a perder peso, melhorar a disposição e o sono. O exercício traz ainda redução da ansiedade, além de aumentar a concentração e o foco.

Cautela – Por outro lado, alguns participantes relataram dores musculares e 9% constataram que, em algum momento, a ioga aumentou a agitação ou os sintomas maníacos. Os pesquisadores ressaltam que a prática é um poderoso tratamento adicional para o transtorno bipolar, mas, para alguns pacientes, pode trazer riscos.

“Como todo tratamento para o transtorno bipolar, a ioga deve ser vista com cuidado. Esperamos que os pacientes e os seus médicos possam usar a informação que coletamos para decidir se incluem a prática como apoio ao tratamento”, conclui o estudo.