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Instituto Emílio Ribas registra 5 casos de sífilis por dia em SP

Por Da Redação 14 fev 2012, 07h43

Por Solange Spigliatti

São Paulo – O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecto-contagiosas, registra cinco casos de sífilis por dia entre adultos na capital paulista. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, sexo oral sem uso do preservativo é uma das principais formas de transmissão.

Entre novembro e dezembro de 2011, o Emílio Ribas diagnosticou 369 casos de sífilis, dos quais 347 em pessoas do sexo masculino. A maioria dos infectados tem entre 40 e 43 anos de idade. Segundo o relato dos médicos, é comum os pacientes narrarem que mesmo utilizando o preservativo no momento do sexo vaginal ou anal, consequentemente dispensam o uso da camisinha durante o sexo oral.

“Não temos dados estatísticos deste comportamento, porém podemos afirmar que nas consultas ambulatoriais e de emergência, quase a totalidade dos pacientes com sífilis relatam não usar o preservativo no momento do sexo oral”, afirma o diretor do hospital, David Uip.

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível. Silenciosa, pode ser confundida muitas vezes com uma simples alergia ou irritação. Os agravos da sífilis são apresentados em três estágios: primário, secundário e terciário. Após o contato sexual, os sintomas da sífilis primária podem aparecer entre duas e três semanas.

A doença se manifesta com pequenas lesões, que são chamados de “cancro duro”, não dolorosas, na vagina, no pênis e na boca. Os sintomas tendem a desaparecer mesmo sem o tratamento devido e retornam depois de meses, seguindo para a segunda fase da doença.

Nesta fase secundaria da sífilis, os sintomas voltam depois de meses, em alguns casos, semanas. São caracterizados pelas erupções principalmente nas palmas da mão e na planta do pé, ou em outras partes do corpo, acompanhado de febre alta, falta de apetite e prostração.

O tratamento é à base de penicilina benzatina e o paciente deve permanecer em acompanhamento durante meses. O desaparecimento dos sintomas não é garantia de cura, que só pode ser avaliada pelo médico por meio de monitoramento clínico e laboratorial até que seja constatada a cura da doença.

Solange Spigliatti

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