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Inmet e órgãos oficiais acendem alerta máximo e lançam boletim inédito sobre o El Niño

Projeções indicam aquecimento recorde, chuvas extremas e risco de incêndios no Brasil

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jun 2026, 18h45 | Atualizado em 30 jun 2026, 08h05
Inmet e órgãos oficiais acendem alerta máximo e lançam boletim inédito sobre o El Niño Priorizar nos meus resultados Google

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicou nesta segunda-feira, 29, o primeiro boletim com as projeções detalhadas para o fenômeno El Niño em 2026. O documento elaborado em conjunto com diversos órgãos nacionais oficiais revela que as condições observadas de temperatura da superfície do mar apontam para um padrão típico da anomalia climática com um alerta para o aquecimento significativo das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que já ultrapassa os 2ºC, próximo à costa da América do Sul.

A previsão aponta que, entre julho e setembro, a ocorrência das chuvas deve ser acima da média na Região Sul do país e abaixo do esperado para a média histórica do trimestre no Centro-Norte. Além disso, há alta possibilidade de aumento das ondas de calor extremo e registros de incêndios florestais no período.

Super El Niño: o que você precisa saber

Os modelos projetados indicam também uma probabilidade superior a 90% do fenômeno persistir até o início de 2027, com chances reais do El Niño vir muito forte, o que vai exigir o monitoramento contínuo das autoridades e adoção de um a série de medidas antecipadas tanto em níveis estaduais como federais para proteger a população e mitigar os impactos sobre a agricultura, rios e reservatórios nacionais.

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O Boletim nº 1 divulgado nesta segunda-feira resulta de uma parceria estratégica entre o INMET com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).

A promessa é que novas edições sejam lançadas mensalmente, com a atualização do avanço do fenômeno no país. As instituições envolvidas na produção do levantamento visam fortalecer a preparação nacional, fornecendo subsídios técnicos fundamentais para a tomada de decisões assertivas frente aos severos desafios climáticos que virão por aí.

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