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Inglesa acorda todos os dias pensando que é 15 de outubro de 2014

Nikki Pegram, de 28 anos, sofreu um acidente nesta data e, desde então, não consegue gravar novas memórias

Por Da Redação 11 set 2015, 15h20

Desde que caiu e bateu a cabeça em uma barra de metal, a inglesa Nikki Pegram, de 28 anos, é incapaz de criar novas memórias e acorda todos os dias achando que é 15 de outubro de 2014.

Nikki sofreu o acidente nesta data por causa de um problema no joelho, quando deixava um hospital após uma consulta médica. Na queda, ela bateu a cabeça em uma barra de metal e foi diagnosticada com amnésia retrógrada, condição que faz com que o cérebro seja incapaz de criar novas memórias.

Desde então, Nikki acorda achando que está no dia de sua consulta médica e até lembra do acidente, mas não de como tudo aconteceu. Para sobreviver uma vida sem recordações, ela passa o dia tomando notas e lendo um diário que mantém desde o acidente.

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De acordo com seu marido, Chris Johnston, em entrevista à BBC, Nikki o lê em cada café da manhã antes de começar o dia para tentar reaprender tudo o que ouviu e leu nos dias anteriores ao acidente.

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Agora, a jovem é incapaz de lembrar do passado recente e suas memórias se tornam distorcidas, contou ela em entrevista à rede britânica BBC. Por exemplo, Nikki consegue levar seu filho diariamente à escola, mas não se lembra em que classe ele estuda nem o nome de professora.

Em um caso onde a vida imitou a arte, a moça contou ao jornal britânico The Sun que é uma Drew Barrymore no filme “Como se fosse a primeira vez” (2004), mas da vida real. Ela ainda afirma que perder a memória não é divertido como no filme. “Eu perdi o Natal, feriados com meu filho de quatro anos e até mesmo meu próprio aniversário, porque não consigo lembrar de nada após o acidente. É muito assustador. As vezes, enquanto estou fazendo alguma coisa, eu fico triste porque não sei lembrarei daquele momento no dia seguinte”, conta Nikki.

Segundo o marido, Nikki ainda não recebeu um prognóstico definitivo sobre sua amnésia. Inicialmente eles acharam que o quadro seria temporário, mas já faz um ano desde o acidente e seu marido teme que ela nunca se recupere.

A jovem britânica era gerente de um pub antes de sofrer o acidente e sonhava em ter seu próprio bar. No entanto, agora ela não pode trabalhar e, recentemente, o Departamento do Trabalho e Pensões do Reino Unido, decidiu cortar o benefício de Nikki alegando que ela tem condições de exercer uma profissão.

De acordo com seu marido, a justificativa é que ela pode andar pelo menos 200 metros sozinha e não precisa de ajuda para se comunicar. “Mas Nikki não pode trabalhar. Ela não sabe onde será o local de trabalho e seria preciso treiná-la todos os dias”, ele explicou à BBC. A família ainda está tentando recorrer da decisão.

(Da redação)

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