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Hospital São Paulo amplia unidade neonatal

Unidade recebeu seis novos leitos e ampliou espaço físico

Por Juliana Santos 4 out 2012, 17h40

O hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), localizado na Vila Clementina, na capital paulista, inaugurou nesta quarta-feira uma nova unidade neonatal, com seis leitos a mais. Também passou de 244 para 423 metros quadrados, e renovou os equipamentos. A unidade recebe recém-nascidos prematuros, filhos de gestação de risco e bebês com má-formação. O atendimento é voltado exclusivamente para bebês nascidos no próprio Hospital São Paulo.

“Esperamos atender mais crianças e reduzir seu tempo de permanência na unidade”, afirma Ana Lucia Goulart, chefe da disciplina de Pediatria Neonatal.

A nova unidade neonatal

  1. • A unidade antiga tinha 25 leitos. Agora são 31.
  2. • A área foi ampliada de 244 m² para 423 m²
  3. • São atendidos cerca de 100 recém-nascidos por mês. Esse número deve aumentar nos próximos meses
  4. • R$ 4 milhões foram investidos na nova unidade

Mesmo com a ampliação, a procura pelo atendimento continuará maior do que a capacidade de atendimento do Hospital. Para Ana Lucia Goulart, não é possível estimar a quantidade de leitos que seria ideal. “O Hospital São Paulo atende pacientes de alta complexidade na área neonatal e existe uma carência desse tipo de atendimento no município e mesmo no estado, então a gente recebe pacientes de diversas regiões. Por isso, não importa quantos leitos a gente abrir, eles ficarão cheios”, explica a professora e pediatra.

Acompanhamento – O hospital oferece acompanhamento médico até os vinte anos para as crianças que passaram pela unidade. Consultas regulares são agendadas de acordo com a necessidade de cada uma delas, variando a periodicidade de anual até semanal.

A neonatologia do Hospital conta com o apoio da ONG Viver e Sorrir – Grupo de Apoio ao Prematuro, que auxilia na manutenção do atendimento regular à criança que recebe alta da UTI neonatal. “A ONG foi criada porque começamos a observar que as mães saíam do Hospital e não tinham como voltar”, explica Benjamin Kopelman, presidente da instituição e professor aposentado de Pediatria Neonatal da Unifesp. Além de fornecer transporte, fraldas e aparelhos mais caros, como cadeiras de rodas, a organização dispõe de uma equipe multidisciplinar, composta em sua maioria de voluntários, que participa desse atendimento dentro do Hospital.

De acordo com Ana Lucia Goulart, o projeto para a reforma começou a ser elaborado em 2006 e desde então foram feitas tentativas de obter a verba necessária. O que possibilitou a realização das obras foi a doação feita por Chella e Moise Safra, destinada à reforma da unidade. Somando-se a doação da família Safra e o valor dos equipamentos fornecidos pela Unifesp, foram investidos R$ 4 milhões para a melhora do atendimento aos recém-nascidos.

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