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Histórico familiar de alcoolismo aumenta risco de obesidade

Alimentos calóricos podem estimular cérebro da mesma forma que o álcool

Por Da Redação 3 jan 2011, 17h49

Segundo a pesquisa, alcoolismo e a obesidade são doenças hereditárias compartilhadas: isso significa que filhos de pais alcoólatras tendem a ter uma predisposição à obesidade – e vice-versa

Fazer parte de uma família com histórico de alcoolismo pode levar uma pessoa a desenvolver dependência de alimentos altamente calóricos, aponta pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Washington e publicada no periódico Archives of General Psychiatry. Assim como o álcool, esses alimentos estimulam a região do cérebro responsável pela sensação de recompensa, fazendo com que seja necessária a ingestão de doses cada vez maiores da substância para produzir o mesmo efeito – levando ao vício.

De acordo com Richard Grucza, um dos responsáveis pelo estudo, o alcoolismo e a obesidade são doenças hereditárias compartilhadas. Isso significa que filhos de pais alcoólatras tendem a ter predisposição à obesidade – e vice-versa. A predisposição, contudo, pode ainda estar relacionada a mudanças ambientais, como o consumo de junk food e alimentos industrializados.

Para os pesquisadores, essa compensação entre os vícios pode engrossar ainda mais a epidemia de obesidade, que se espalha por diversos países. Segundo o estudo, grande parte dos alimentos vendidos atualmente tem uma combinação explosiva: açúcar, sal e gordura. Essas substâncias agem no centro de recompensa do cérebro, estimulando o consumo desse tipo de produto.

“Nós acreditamos que, por estimularem a mesma estrutura cerebral, o consumo exagerado desses alimentos pode ser maior entre as pessoas com predisposição ao vício”, diz Grucza. Com a nova descoberta, indústrias farmacêuticas dos Estados Unidos já começaram a rever a formulação de seus medicamentos para emagrecer.

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