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Gripe A: rápida aprovação de vacina não traz risco, diz OMS

Os procedimentos para acelerar a aprovação de novas vacinas para combater a gripe A não reduzem a segurança dessas substâncias, garantiu a direção da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira. A OMS informou que as novas vacinas contra o vírus H1N1 precisam estar disponíveis rapidamente – e também em grande quantidade – para terem o maior impacto possível.

“O público precisa ser ressegurado que os procedimentos regulatórios determinados para o licenciamento das vacinas pandêmicas, incluindo os procedimento para a aprovação regulatória, são rigorosos e não comprometem a segurança ou os controles de qualidade”, disse a OMS. A agência da ONU tem afirmado que o surto da gripe H1N1, que foi declarada pandêmica em 11 de junho, esta se disseminando em grande velocidade e pode infectar até 2 bilhões de pessoas.

Um comunicado da OMS disse que havia preocupações sobre a segurança das vacinas para combater o H1N1, conhecido como vírus da gripe A, mas a agência afirmou que as vacinas chegaram tarde demais nas pandemias de gripe de 1957 e 1968, e nem mesmo foram produzidas em 1919 na pandemia de “gripe espanhola”, que matou 50 milhões de pessoas segundo estimativas.

A OMS acrescentou que trabalhou em 2007 com órgãos reguladores de países e fabricantes de vacinas para encontrar formas de acelerar a aprovação a uma nova vacina caso surgisse uma nova cepa de gripe. Em alguns casos, o processo pode ser acelerado porque não se trata de uma vacina realmente nova, já que foi baseada na tecnologia existente das vacinas para gripe sazonal, disse a agência.

Mas a OMS disse que questões de segurança podem surgir durante uma pandemia quando a vacina é administrada em larga escala, mesmo que não tenham surgido durante os testes. “Por essas razões, a OMS aconselha todos os países que administrarão vacinas pandêmicas para conduzirem intenso monitoramento de segurança e eficácia, e muitos países tem planos de fazer isso”, disse a entidade.

Os principais produtores de vacinas do mundo incluem Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay. A Novartis já iniciou testes da vacina para o H1N1 em humanos, enquanto a Sanofi-Aventis, líder mundial em doses de vacinas, vai iniciar seus testes em dias. No Brasil, o Instituto Butantan, em São Paulo, acompanha o processo para poder trazer as substâncias para o país.

(Com agência Reuters)