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Governo estuda elevar idade máxima para transplante de medula

Pesquisas recentes mostram que procedimento pode ser aplicado em pacientes mais velhos

O Ministério da Saúde pode revisar a Portaria 2.600, de 2006, que limita a idade máxima em que um paciente pode receber o transplante de medula óssea. Hoje em dia, o limite de idade para receber o transplante de um doador não aparentado é de 60 anos, e de um doador aparentado, é de 65. O governo estuda aumentar as faixas etárias em cinco anos.

Esse tipo de transplante em pacientes idosos pode acarretar problemas graves quando o indivíduo apresenta outras alterações na saúde, como doença cardiovascular, doença hepática, renal e diabetes. A tolerância à quimioterapia também é diferente dependendo da idade do paciente. Por isso, os médicos sustentam que a indicação de faixa etária tem de ser precisa. No entanto, pesquisas recentes mostram que, cada vez mais, pacientes mais velhos podem passar por esse tipo de procedimento.

Há 15 anos, pessoas com mais de 55 anos não podiam ser submetidas ao procedimento. Com o passar do tempo, foram surgindo novas drogas e novos protocolos, permitindo a ampliação do prazo. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de transplantes de pacientes com mais de 55 anos aumentou: foram 26, em 2009; 33, em 2010; e 51, no ano passado.

Maiores de 70

Dois estudos recentes mostram que os transplantes de medula em pacientes com mais de 70 anos podem ter resultados tão bons quanto em pacientes mais novos. Um deles foi o levantamento feito pelo Registro Internacional de Transplante de Medula Óssea, com base em dados de outras pesquisas, que encontrou resultados similares em pacientes jovens e idosos para transplantes em que a medula óssea do paciente não precisou ser bombardeada por altas doses de radio ou químioterapia.

O outro estudo foi feito em parceria pelo MD Anderson Cancer Center, no Texas, e o Hospital Albert Einstein. Foram analisados 79 pacientes, com idades entre 55 e 76 anos, que tiveram a medula suprimida com medicamentos mais modernos e menos tóxicos. Esse estudo mostrou que em pacientes sem doenças associadas, como diabetes, hipertensão e cardiopatias, os resultados foram semelhantes aos dos mais jovens.

(Com informações da Agência Estado)