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Golfinhos podem ajudar a combater diabetes e câncer

Por Da Redação - 19 Feb 2010, 11h22

Uma série de estudos americanos revelou que os humanos e os golfinhos têm mais em comum do que se pode imaginar. De acordo as pesquisas, evidências genéticas apontam que eles sofrem de doenças muito semelhantes às humanas. O resultado pode ajudar os cientistas a encontrar tratamentos mais eficientes para o diabetes e novas formas de prevenir o câncer de colo do útero.

A grande novidade apresentada na conferência anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), reunida entre os dias 18 e 22 de fevereiro na Califórnia, é a de que os golfinhos podem ser o primeiro modelo natural do estudo contra o diabetes tipo 2 – o que abre possibilidade de se desenvolverem tratamentos mais eficazes contra a doença, responsável por 5% das mortes em todo o mundo anualmente.

Segundo os cientistas, a incidência da doenças nos golfinhos é resultado do regime alimentar desses animais, muito rico em proteínas e fraco em glucídios.

Outros indícios coletados mostram que os golfinhos poderiam também ter doenças crônicas – semelhantes a dos humanos – ligadas ao diabetes, tais como a resistência à insulina ou ainda cálculos renais. De acordo com os cientistas, os humanos desenvolveram uma resistência à insulina durante o último período glaciar. Da mesma maneira, os golfinhos adquiriram esta resistência quando foram viver no oceano há 55 milhões de anos.

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Câncer – Um outro estudo da Universidade da Flórida revela que os golfinhos são infectados, como o homem, pelo papilomavírus. Mas, diferentemente dos humanos, o vírus não provoca nos animais o colo de útero.

(Com agência France-Presse)

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