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Fiocruz entrará com pedido de aprovação da vacina para Covid-19 em janeiro

A previsão é que a vacinação com o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford com o laboratório Astrazeneca comece no Brasil em março

Por Giulia Vidale Atualizado em 5 nov 2020, 19h21 - Publicado em 5 nov 2020, 19h16

A Fiocruz pretende entrar com o pedido de aprovação da vacina contra o novo coronavírus, desenvolvida pela Universidade Oxford em parceria com a farmacêutica britânica Astrazeneca, em janeiro de 2021. A Fiocruz é responsável pela produção do imunizante no Brasil. A data da submissão formal do registro do imunizante, que será produzido pela Fundação, depende da publicação dos resultados preliminares do estudo fase 3, que comprova a eficácia e segurança do produto em milhares de pessoas. A expectativa é que esses dados sejam publicados no mês que vem.

Também no mês de janeiro terá início a produção industrial da vacina pela Fiocruz. As primeiras 30 milhões de doses serão entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro e outras 70,4 milhões de doses ficarão prontas até julho. Se tudo correr bem, a vacinação para os grupos prioritários definidos pelo governo começará em março.

No primeiro semestre, a Fiocruz irá receber o IFA (sigla para ingrediente farmacêutico ativo), que nada mais é que o princípio ativo da vacina, diretamente da Astrazeneca e fará apenas a finalização: formulação (diluição e adição de estabilizadores), envase, rotulagem e embalagem. A partir de agosto, a Fundação passará a produzir o IFA e realizar todo o processo no Brasil. Para o segundo semestre estão previstas mais 110 milhões de doses, totalizando 210,4 milhões de doses da vacina em 2021.

A capacidade inicial de produção do IFA pela Fiocruz é de até 150 milhões de doses por ano. Uma expansão já programada da fábrica permitira a dobrar a produção anual para 300 milhões de doses.

A vacina será distribuída em frascos com cinco doses, que devem ser armazenados a uma temperatura de 2ºC a 8ºC. O custo de produção é de aproximadamente 3,16 dólares a dose (cerca de 17,5 reais), o que faz dela uma das vacinas mais baratas do mercado. Para fator de comparação, o imunizante desenvolvido pela Sinovac LifeSciences, produzido em parceria com o Butantan, custa cerca de 10,5 dólares a dose (aproximadamente 58 reais).

Nesta quinta-feira, 5, o Brasil registrou 16.849 casos e 395,3 mortes em decorrência da Covid-19. Estes números dizem respeito à média móvel semanal. O cálculo considera os dados dos últimos sete dias somados e divididos por sete. Deste modo é possível avaliar o avanço ou desaceleração da pandemia pois atenua-se os atrasos de notificações naturais aos finais de semana e feriados.

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