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Festas de fim de ano geram corrida por testes de Covid-19 no país

Aumento de busca por exames chega a 50% em alguns hospitais e laboratórios

Por Mariana Rosário Atualizado em 12 mar 2021, 00h57 - Publicado em 15 dez 2020, 18h32

Neste mês de dezembro mais brasileiros estão recorrendo aos testes para detectar se estão com Covid-19 ou se já foram infectados pela doença. Dados recentes apontam que a busca do termo “teste de covid” no Google atingiu os maiores patamares desde o começo da pandemia, em março. Para se ter uma ideia do aumento de interesse, em comparação a outubro, o aumento nas buscas na plataforma foi de 203%. Comparável apenas a julho, quando a busca mensal foi  4,1% menor.

Uma das grandes razões para esse crescente interesse, além do aumento recente de casos, é a aproximação de festas e viagens de fim de ano. Trata-se da tentativa de diminuir os riscos de contágio entre amigos e familiares . A prática, no entanto, requer cautela. “O teste para Covid-19 não foi feito como forma de liberação para sair de casa e ir a eventos. A sua finalidade correta é diagnosticar os casos para que um especialista indique isolamento e o tratamento adequado”, diz o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana. Entre os hospitais, ambulatórios e laboratórios dos quais a empresa avalia coletas no Brasil, o aumento da quantidade de testes foi de 40%, comparando as médias diárias de novembro e dezembro. Na rede laboratórios, os exames do tipo RT-PCR, os mais seguros, custam a partir de 280 reais.

Campana explicou que o exame, ainda que tenha altas taxas de acerto, não está livre de erros ou falsos negativos. “Pode ser que o vírus esteja em período de incubação e não seja detectado”, alerta. Portanto, a quarentena preventiva e o uso de máscaras é fundamental para que o encontro entre pessoas tenha o risco reduzido. Além disso, evitar aglomerações deve ser uma regra essencial neste fim de ano.

O número de testes também passou por alta em grandes hospitais. No Sírio-Libanês, por exemplo, houve crescimento de 50% nas coletas em relação a setembro, chegando à média de 300 análises por dia. Por lá, o teste molecular RT-PCR custa 355 reais. No Grupo Fleury, as altas neste mês de dezembro foram de 11% em relação ao final de novembro. O preço do teste molecular praticado pelo grupo em São Paulo é de 470 reais.

Nesta terça-feira, 15, o Brasil teve médias móveis em 42.147,9 casos e 662,9 mortes.

 

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