Febre do Nilo Ocidental: além de São Paulo e Santa Catarina, Piauí tem caso provável
Em SC, paciente de 77 anos morreu; febre, mal-estar e confusão mental estão entre os sintomas
Além dos quatro episódios confirmados de febre do Nilo Ocidental registrados em São Paulo e em Santa Catarina, há um caso provável da infecção viral no estado do Piauí, segundo o Ministério da Saúde.
Em nota desta terça-feira, 25, o ministério informou que mantém as vigilâncias epidemiológica e laboratorial em atividade, junto aos estados e municípios, para identificar não só casos, mas possíveis regiões com circulação da doença.
O ministério confirmou os casos em São Paulo e Santa Catarina, mas não trouxe mais detalhes sobre a notificação no Piauí.
Um documento com orientações sobre a febre do Nilo Ocidental está sendo preparado para posterior distribuição em órgãos de saúde. “A pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no país.”
Em São Paulo, os casos identificados em pacientes do sexo feminino dos municípios de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto foram os primeiros registrados em humanos na história do estado.
Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP), o primeiro caso foi de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto e que tinha histórico de viagem à região amazônica. O local da viagem não foi informado, mas o CVE disse que ela evoluiu para cura.
O segundo caso é de uma paciente de 18 anos, que mora em São José do Rio Preto e, até esta segunda-feira, 24, estava internada “sob cuidados médicos”. O estado de saúde dela não foi divulgado.
Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu na cidade de Imbituba, no sul do estado, no último dia 8. O outro caso foi de um homem de 56 anos do município de Caçador, na região oeste, que chegou a ser internado, mas já se recuperou.
“Ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas e seguem sob investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os prováveis locais de infecção e detalhar a relação entre a circulação do vírus e as manifestações clínicas registradas”, informou, em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.
A pasta destacou que está intensificando as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica. E ressaltou que “não existe contágio de pessoa para pessoa, nem transmissão direta de aves para as pessoas”.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informou que o caso é de uma mulher de 35 anos, moradora do município de Canavieiras, que chegou a ser internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, mas já recebeu alta.
“Exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para febre do Nilo Ocidental, no entanto, o caso ainda está em investigação e a confirmação depende do resultado do teste de neutralização.”
Febre do Nilo Ocidental
A febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida por mosquitos do gênero Culex, mais conhecidos como pernilongos ou muriçocas, infectados após se alimentar com o sangue de aves contaminadas.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, há casos assintomáticos, mas cerca de 20% das pessoas podem ter sintomas leves, como febre passageira.
Em casos graves, os pacientes podem apresentar encefalite, meningite e comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.
Nesse cenário, o paciente pode receber indicação para internação, inclusive em unidade de terapia intensiva (UTI).
Sintomas da doença
- Febre
- Mal-estar
- Falta de apetite
- Náuseas e vômitos
- Dor de cabeça
- Dor muscular
- Dor nos olhos
- Manchas na pele (exantema máculo-papular)
- Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia)
- Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões)
Como evitar a febre do Nilo Ocidental
Não há vacina nem tratamento para a febre do Nilo Ocidental, então, a melhor forma é se proteger dos mosquitos.
- Utilize repelente
- Usar roupas que reduzam a exposição da pele, especialmente em áreas de maior risco
- Coloque telas em portas e janelas
- Evite permanecer exposto aos mosquitos, principalmente do entardecer ao amanhecer
- Elimine recipientes e locais que possam acumular água
- Evite o descarte de lixo em valas, valetas, margens de córregos, rios e riachos
- Evite, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais encontrados mortos
- Redobre os cuidados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex







