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FDA autoriza tratamento com anticorpos para crianças com Covid-19

Doses do coquetel de anticorpos da Lilly ajustadas ao peso corporal de menores de 12 anos foram estudadas em teste clínico com 125 pacientes pediátricos

Por Simone Blanes Atualizado em 5 dez 2021, 15h50 - Publicado em 5 dez 2021, 15h38

O Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, autorizou na sexta-feira, 3, o tratamento de bebês e crianças menores de 12 anos com Covid-19, que possuem alto risco de desenvolver doença grave, com anticorpos monoclonais – produzidos em laboratório – da farmacêutica Eli Lilly.

Anteriormente, esses pacientes eram elegíveis apenas para receber os medicamentos normalmente administrados por via intravenosa em uma clínica ou hospital. “Até agora, não tínhamos algo para crianças, que pudesse mantê-las fora do hospital”, disse Walid Gellad, diretor do Centro de Política Farmacêutica e Prescrição da Escola de Medicina da Universidade Pittsburgh.

A autorização vem no momento em que aumentam os temores sobre uma onda de inverno no país, alimentada pela nova variante ômicron, que além de se espalhar mais rapidamente, pode escapar da imunidade das vacinas. Também ainda não se sabe como a nova cepa pode afetar crianças pequenas em comparação às outras versões do vírus e se o tratamento com anticorpos pode ser eficaz contra ela. O caso é que nos Estados Unidos, as hospitalizações de crianças dispararam durante o verão pela disseminação da variante delta. Segundo a Academia Americana de Pediatria, 0,1% e 1,9% dos casos confirmados em crianças resultaram em internação.

De acordo com o FDA, as doses do tratamento da Lilly, um coquetel de duas drogas de anticorpos, ajustadas ao peso corporal foram estudadas em um teste clínico que envolveu 125 pacientes pediátricos. “Os pais de crianças pequenas, especialmente as de alto risco, têm dificuldade porque, embora seus filhos corram um risco menor, o foco da vacinação não tem sido para essa faixa etária”, disse Gellad. “É sempre bom ter outra opção, mas vale a pena reiterar que não substitui a vacinação”, acrescenta.

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