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Excesso ou falta de sono prejudica a memória de idosas

Pesquisa sugere que mulheres idosas que dormem menos do que cinco - ou mais de nove - horas por noite têm mais problemas cognitivos

Dormir menos de cinco ou mais de nove horas por noite pode prejudicar a memória de idosas, concluiu um estudo feito nos Estados Unidos e publicado nesta quinta-feira. Após analisar cerca de 15 000 mulheres com mais de setenta anos ao longo de seis anos, pesquisadores observaram que aquelas que dormiam demais ou muito pouco apresentavam mais problemas cognitivos, incluindo de memória, do que as que mantinham um sono de sete horas. Segundo o estudo, o prejuízo causado pela falta ou excesso de sono é equivalente a ter quase dois anos a mais de idade.

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A pesquisa, feita no Hospital Brigham and Women, que pertence à Universidade Harvard, é mais uma a reforçar as evidências de que a qualidade do sono impacta a saúde física e mental das pessoas. Estudos anteriores já associaram sono ruim ao risco de obesidade, diabetes, câncer e derrame cerebral, por exemplo.

“Dada a importância de preservar a memória ao longo da vida, é essencial identificar hábitos relacionados ao sono que podem ajudar a alcançar esse objetivo”, diz Elizabeth Devore, epidemiologista do Hospital Brigham and Women e coordenadora do estudo. “Nossos resultados sugerem que manter uma quantidade de sono ‘média’, ou seja, cerca de sete horas por noite, ajuda a manter a memória ao longo da vida sem a necessidade de intervenções clínicas.” O trabalho foi publicado no periódico Journal of the American Geriatrics Society.