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Exame mostra que cão de enfermeira americana não tem ebola

O cão Bentley, da raça Cavalier king charles spaniel, vai ser testado novamente antes do fim dos 21 dias de isolamento, no dia 1 de novembro

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 21h47 - Publicado em 23 out 2014, 11h15

O primeiro exame para detecção do vírus ebola realizado no cachorro de Nina Pham, primeira enfermeira a contrair a doença nos Estados Unidos, teve resultado negativo. O cão da raça Cavalier king charles spaniel, chamado Bentley, vai ser testado novamente antes do fim dos 21 dias de isolamento, no dia 1 de novembro.

O cachorro de um ano de idade foi colocado em quarentena após Pham ter sido diagnosticada com a doença. Ela permanece estável, está sendo tratada em uma clínica dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), em Maryland. Bentley está sendo cuidado no Serviço de Animais da Cidade de Dallas, em uma base aérea desativada.

Pham, de 26 anos, fazia parte da equipe que atendeu Thomas Eric Duncan, o liberiano infectado por ebola que morreu no dia 8 de outubro no Hospital Presbiteriano de Dallas. Ela foi internada no hospital no dia 10 com alguns sintomas e, no dia 12, os testes confirmaram que estava com a doença.

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Caso espanhol – Em Madri, o cachorro da enfermeira Teresa Romero, contaminada pelo vírus, foi sacrificado no dia 8 de outubro. Autoridades da Espanha alegaram que evidências científicas sugerem, embora não comprovem, que existe um risco de cães transmitirem o vírus da doença a seres humanos.

A decisão de sacrificar o cão Excalibur revoltou Javier Limón, marido de Teresa, organizações protetoras dos animais e milhares de pessoas nas redes sociais. Limón chegou a publicar em seu Facebook uma fotografia do cão com uma mensagem questionando as autoridades. “Acho que podemos encontrar uma solução alternativa, como colocar o cão em quarentena e observá-lo, assim como estão fazendo comigo. Ou eles deveriam me sacrificar também?”, escreveu. Uma petição online contra a morte do cachorro recolheu 360 000 assinaturas.

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A enfermeira fez parte da equipe que tratou de dois pacientes come bola no Hospital Carlos III, em Madri – ambos morreram. Ela saiu de férias no dia 26 de setembro, começou a se sentir mal no dia 30 e procurou o hospital apenas no dia 6 de outubro, quando o diagnóstico da doença foi confirmado. Nesta terça-feira, ela foi declarada curada da doença.

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