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Covid-19: Europa entra na disputa para ter acesso ao antiviral remdesivir

Após Estados Unidos comprarem quase todo o estoque, a Comissão Europeia anunciou que negocia com a Gilead para aumentar sua capacidade de produção

Por Da redação - Atualizado em 2 jul 2020, 19h43 - Publicado em 2 jul 2020, 16h53

Um dia depois de os Estados Unidos terem anunciado a compra de praticamente todo o estoque do remédio remdesivir, o primeiro aprovado especificamente para o tratamento da Covid-19, a Comissão Europeia afirmou que está negociando com o laboratório Gilead para aumentar a capacidade de produção do antiviral.

Frente a monopolização dos americanos, o fabricante havia respondido que o acordo se deve ao “aumento significativo da epidemia no país, onde existe uma necessidade urgente de ajudar a tratar os pacientes afetados”. Ainda assim, foi considerado abusivo por outros países.

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O medicamento foi aprovado para casos de média e alta complexidade. Estudo mostraram que o remdesivir reduz de 15 para 11 dias o tempo de internação dos doentes que precisam de ventilação mecânica, o que impacta no número de mortes.

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O aval do órgão regulador americano para o antiviral ocorreu em velocidade inédita. A Agência Europeia de Medicamentos deu na semana passada o primeiro passo para fazer o mesmo. A expectativa é que ele seja autorizado ainda nesta semana. O tratamento completo, que consiste em seis frascos do remédio, custa 2.340 dólares.

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