EUA registram primeira queda na obesidade infantil

Apenas 19 dos 43 estados apresentaram queda nos índices de obesidade infantil; as Ilhas Virgens tiveram a maior queda registrada, de 2,6%

Por Da Redação - 7 ago 2013, 09h40

Pela primeira vez, a obesidade infantil em crianças de classes sociais baixas está em queda nos Estados Unidos. É o que aponta um novo levantamento do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira. De acordo com o órgão, houve uma queda, mesmo que pequena, nos índices de obesidade em crianças de dois a quatro anos, em 19 dos 43 estados americanos, entre 2008 e 2011. O maior declínio foi visto nas Ilhas Virgens: o índice passou de 13,6%, em 2008, para 11%, em 2011 – uma queda absoluta de 2,6%.

Segundo o CDC, a variação na queda da obesidade nos 19 estados variou de 0,3% a 2,6% no período estudado. Em cinco estados – Florida, Georgia, Missouri, Nova Jersey e Dakota do Sul – a queda absoluta da obesidade foi menor que 1%. Vinte e um estados não tiveram mudança significativa. “Agora, pela primeira vez, estamos verificando uma queda na obesidade infantil”, disse Thomas Frieden, diretor do CDC, à Associated Press. No entanto, em três estados – Colorado, Tennessee e Pensilvânia – houve um aumento de 0,6% a 0,7% nos índices de obesidade infantil.

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Obesidade infantil – Apesar da queda no número de crianças obesas, o problema dos Estados Unidos ainda está longe de ser resolvido. No país, segundo o CDC, uma em cada oito crianças em idade pré-escolar está obesa – fato ainda mais comum entre crianças hispânicas e negras. Em 2011, a prevalência da obesidade infantil variou de 9,2% (Havaí) a 17,9% (Porto Rico) nos estados americanos.

Crianças que são obesas ou que estão acima do peso são cinco vezes mais suscetíveis a permanecerem acima do peso quando adultos. A obesidade está diretamente relacionada a problemas como colesterol alto, índices elevados de açúcar no sangue (que podem levar ao diabetes), asma e até mesmo a problemas de saúde mental.

Em 2012, uma pesquisa publicada no periódico americano Journal of the American Medical Association (JAMA) já apontava para a queda registrada pelo CDC. O estudo levou em consideração cerca de 50% das crianças elegíveis para os programas de financiamento federal para a saúde e nutrição materna e infantil. Os resultados mostraram uma baixa de 15,21% em 2003 para 14,94% em 2010. Segundo o estudo do JAMA, essa redução indicava um progresso nos programas de prevenção à obesidade no país.

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