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EUA: Redução de casos de câncer colorretal acompanhou aumento de colonoscopias

Em dez anos, taxa da doença caiu 30%, enquanto a prevalência de pessoas submetidas ao exame triplicou

Por Da Redação - 17 mar 2014, 12h47

Dados divulgados nesta segunda-feira nos Estados Unidos aumentam as evidências de que a colonoscopia é essencial para prevenir e curar o câncer colorretal. Segundo os números, a taxa de americanos com mais de 50 anos que já fizeram o exame triplicou nos últimos dez anos – no mesmo período, a incidência da doença nesta faixa etária caiu 30%. Os dados fazem parte da pesquisa Estatísticas do Câncer Colorretal 2014, que será publicada na próxima edição do periódico CA: A Cancer Journal for Clinicians.

No Brasil, o colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum entre mulheres e o quarto mais prevalente entre os homens, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O órgão estima que, neste ano, haverá mais de 32 000 novos casos da doença no país. Esse câncer é caracterizado por tumores que atingem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que crescem na parede do intestino, e removê-los ajuda a evitar que o câncer apareça. Daí a importância da colonoscopia para detectar as lesões antes de se tornarem malignas. O Inca recomenda que pessoas com mais de 50 anos passem anualmente por um exame que pesquisa sangue oculto nas fezes. Se o resultado for positivo, indica-se a colonoscopia.

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Segundo o estudo americano, a taxa de câncer colorretal nos Estados Unidos entre pessoas com mais de 50 anos caiu, em média, 3,9% ao ano entre 2001 e 2010. No entanto, essa incidência cresceu cerca de 1,1% ao ano em indivíduos com menos de 50 anos.

Um dos dados mais surpreendentes da pesquisa revelou que, entre idosos com mais de 65 anos, a taxa da doença caiu 3,6% ao ano entre 2001 e 2008, mas passou a diminuir em 7,2% ao ano entre 2008 e 2010. De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, essa queda mais acentuada se deve ao fato de esse público ser o que mais se submete à colonoscopia. Segundo o estudo, 64% dos americanos com mais de 65 anos disseram já ter feito o exame em 2010. Essa taxa, por outro lado, é de 55% entre pessoas de 50 a 64 anos.

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Os dados ainda mostraram que, assim como a incidência, o número de mortes provocadas pelo câncer colorretal também caiu nos Estados Unidos. Entre 2001 e 2010, a taxa de mortalidade pela doença diminuiu 3% ao ano – na década de 1990, essa queda foi de 2% ao ano. “Esses números mostram o potencial que o rastreamento pela colonoscopia tem em salvar vidas. Manter essa tendência exige esforços para garantir que todos os pacientes tenham acesso ao exame”, diz Richard Wender, chefe do escritório de controle do câncer da Sociedade Americana do Câncer.

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