Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

EUA confirmam primeiro caso de vírus causador da Mers

A Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio (Mers), provocada pelo vírus NCoV, é similar à Sars, que surgiu na China em 2002 e matou cerca de 10% das 8 000 pessoas infectadas

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) anunciou nesta sexta-feira o primeiro caso de um americano infectado com a Síndrome Respiratória Coronavírus do Oriente Médio (Mers). A doença é da mesma família da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que surgiu na China em 2002 e matou cerca de 10% das 8 000 pessoas infectadas em todo o mundo. Desde que o vírus da Mers foi identificado, 163 pessoas já haviam feito o teste da doença nos Estados Unidos, mas até agora nenhum caso havia sido confirmado.

O americano infectado esteve na Arábia Saudita para trabalhar em serviços de saúde. O CDC informou que ele embarcou em Riad, capital da Arábia Saudita, em 24 de abril, fez escala em Londres, aterrissou em Chicago e pegou um ônibus para Indiana. Ficou doente no dia 27 de abril e, no dia seguinte, foi até o hospital da cidade de Munster. Estava com febre, tosse e respiração ofegante. Como tinha viajado para o Oriente Médio, fez o teste para MERS, que deu positivo. Ele está internado, e seu quadro é estável.

Leia também:

Novo vírus similar ao da SARS matou 30 pessoas no mundo, diz OMS

França registra primeiro caso de vírus similar ao da SARS

A diretora do Centro Nacional de Imunização e doenças respiratórias do CDC, Anne Schuchat, afirmou que o caso do vírus é motivo de “grande preocupação por causa de sua virulência.” Junto a autoridades de saúde locais, o CDC está investigando a doença e planeja entrar em contato com os passageiros que estiveram próximos do paciente infectado em suas viagens. Até o momento, não há tratamentos disponíveis para o vírus.

Preocupação internacional – Na última quinta-feira, a Arábia Saudita anunciou que o número total de casos da doença quase dobrou em abril, com mais 26 infecções relatadas essa semana. Com as novas ocorrências, os casos confirmados no país chegam a 371, um aumento de 89% durante o último mês. Também foi identificado na quinta-feira o primeiro caso no Egito, em um homem de 27 anos que tinha acabado de chegar de Riad.

Para investigar a propagação do vírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira o envio de um grupo de especialistas à cidade de Jidá, na Arábia Saudita. A multiplicação dos casos é uma preocupação no país porque em julho acontece a peregrinação dos muçulmanos aos locais sagrados durante o Ramadã, que atrai multidões ao país.

Vírus agressivo – O novo vírus, chamado NCoV, pertence à família coronavírus, que inclui tanto a gripe comum como o vírus da SARS, disseminada a partir da Ásia no final de 2003, matando 775 pessoas. Ele foi identificado pela primeira vez em 2012, na Grã-Bretanha. Segundo a OMS, a novo vírus se difere da Sars principalmente por provocar insuficiência renal de forma rápida.

O vírus foi encontrado em camelos, mas ainda não se sabe como ele está se espalhando entre humanos. Os cientistas acreditam que ele pode ser transmitido entre seres humanos apenas por meio de contato próximo. Nem todos os que são expostos a ele passam mal, mas, quando se manifesta, a doença é extremamente agressiva, matando quase um terço dos infectados.