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Estudo relaciona menopausa, obesidade e câncer de mama agressivo

Mulheres sedentárias e com sobrepeso têm mais chances de desenvolver tumor

Mulheres que estão na fase conhecida como pós-menopausa, são obesas e sedentárias têm chances 35% maiores de desenvolver câncer de mama triplo-negativo, de acordo com um estudo publicado no periódico americano Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention. O tipo de tumor é uma das formas mais agressivas da doença. A pós-menopausa é o período que se inicia na vida da mulher após a última menstruação.

Para o estudo, foram analisados dados como índice de massa corporal (IMC – calcule aqui seu IMC) e a prática de atividades físicas de 155.723 mulheres. Dessas, 307 tinham o subtipo triplo-negativo e 2.610, outros tipos do câncer de mama.

Os resultados mostraram que as mulheres que apresentavam os índices mais altos de IMC tinham 35% mais chances de desenvolver o câncer de mama triplo-negativo e eram 39% mais propensas a enfrentar outros tipos de tumor no seio. Já aquelas que praticavam regularmente atividades físicas tiveram uma redução de 23% nos riscos do triplo-negativo e de 15% nos demais tipos do câncer.

Segundo os cientistas do instituto americano Women´s Health Initiative, autores da pesquisa, o câncer de mama triplo-negativo responde por até 20% de todos os tipos da doença e tem tratamento ainda ineficiente, já que existem poucas drogas no mercado disponíveis para esse caso específico. O câncer de mama não é uma doença isolada, com apenas um tipo de mecanismo, mas uma complexa combinação de muitas doenças.

Pesquisas anteriores já indicavam uma possível relação entre obesidade, pós-menopausa e câncer de mama. Também haviam apontado a diminuição dos riscos quando a mulher pratica atividade física regular.

Clique nas perguntas abaixo para saber mais sobre o câncer de mama:

Dr. Antonio Wolff

Especialista em câncer de mama e responsável por uma pesquisa com 8.000 mulheres que testará dois remédios – trastuzumabe e lapatinibe. Os primeiros resultados do estudo devem ser obtidos em dois anos.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Wolff é pesquisador da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, há doze anos. Na instituição, mantém o atendimento regular a pacientes e pesquisas.

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