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Estudo relaciona falta de sono e obesidade infantil

Em pesquisa, prevalência de obesidade foi 2,6 vezes maior entre as crianças que dormiam menos que o recomendado para sua idade

Por Da Redação - 19 Maio 2014, 13h21

Um estudo divulgado nesta segunda-feira relacionou a privação de sono e a obesidade infantil. Na pesquisa, publicada no periódico Pediatrics, quanto menos a criança dormia durante a primeira infância (os primeiros cinco anos de vida), maior era seu risco de obesidade a partir dos sete anos de idade.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Chronic Sleep Curtailment and Adiposity

Onde foi divulgada: periódico Pediatrics

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Quem fez: Elsie M. Taveras, Matthew W. Gillman, Michelle-Marie Peña, Susan Redline e Sheryl L. Rifas-Shiman.

Instituição: Harvard Medical School, nos Estados Unidos, e outras

Resultado: Crianças que dormiram menos que o recomendado na primeira infância tinham maior prevalência de obesidade e acúmulo de gordura abdominal aos sete anos.

“Nosso estudo encontrou evidências de que dormir menos que o recomendado na primeira infância é um fator de risco independente e importante para a obesidade”, diz Elsie Taveras, líder do trabalho e professora da Harvard Medical School, nos Estados Unidos. O resultado contraria alguns estudos que defendem que o sono influencia o ganho de peso em apenas um período específico da vida da criança. “Nós constatamos essa relação em qualquer fase da primeira infância”, afirma Elsie.

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Os pesquisadores documentaram as horas de sono – diurno e noturno – de 1 046 crianças, por meio de entrevistas pessoais e questionários realizados com suas mães anualmente, dos seis meses aos sete anos de idade. No sétimo aniversário da criança, os cientistas mediram sua altura, peso, gordura corporal total, gordura abdominal, massa corporal magra (músculo) e circunferência da cintura e do quadril – fatores relacionados à saúde cardiovascular e metabólica.

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Quantidade recomendada – Os cientistas consideraram aquém do recomendado a quantidade inferior a doze horas diárias para crianças de seis meses a dois anos de idade; menos de dez horas para três e quatro anos; e menos de nove horas para cinco a sete anos. Com base nas declarações das mães, os pesquisadores atribuíram às crianças notas relacionadas ao seu sono: de 0 (menor quantidade de horas dormidas) a 13 (quando não há relatos de sono insuficiente).

A prevalência de obesidade e acúmulo de gordura abdominal, considerado perigoso à saúde, era 2,6 vezes maior entre as crianças com as notas mais baixas. A associação entre pouco sono e muito peso foi consistente em todas as idades. A explicação para o resultado seria a influência do sono nos hormônios que controlam a fome e a saciedade, as más escolhas de alimentos para matar a fome (causada pela privação do sono) ou rotinas domésticas que diminuem a vontade de dormir e aumentam o consumo de comida. Sono insuficiente pode também oferecer mais “oportunidades” para comer, especialmente se o tempo é gasto em atividades sedentárias, como assistir TV.

“Médicos podem ensinar a pais e filhos maneiras da criança ter uma melhor noite de sono, incluindo determinar o horário de dormir, limitar o consumo de alimentos com cafeína no fim do dia e cortar distrações tecnológicas na cama”, diz Elsie.

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