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Estudo reforça que não há relação entre vacinas e autismo

Levantamento com mais de 1.000 crianças não encontrou relação entre número de antígenos dados por vacina e o desenvolvimento da doença

Por Da Redação 29 mar 2013, 15h18

Embora evidências científicas já tenham demonstrado que o calendário de vacinação infantil não tem relação com o desenvolvimento de autismo, cerca de um terço dos pais ainda não se sentem confortáveis sobre o assunto. Aproximadamente 10% se negam a vacinar ou atrasam as vacinas dos filhos, porque acreditam que isso é mais seguro do que seguir a agenda proposta. A principal preocupação está no alto número de vacinas que a criança recebe até os dois anos de vida. Mas, de acordo com estudo publicado no The Journal of Pediatrics, os pais não têm motivos para se preocupar. Segundo a pesquisa, não há associação entre o grande número de doses dadas em um espaço curto de tempo e o desenvolvimento do autismo.

No levantamento feito pelo médico Frank DeStefano e equipe foram analisados dados de 256 crianças com transtornos do espectro autista (TEA) e 752 sem a doença. Todas tinham nascido entre 1994 e 1999. Foi analisado o número máximo de antígenos que cada criança recebeu em um único dia de vacinação e também a exposição individual e cumulativa de cada criança aos antígenos das vacinas. Os antígenos são substâncias que levam o sistema imunológico a produzir anticorpos para combater doenças.

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Determinou-se, então, o número total de antígenos que são dados em um único dia e no total de dois anos. Os autores descobriram que o número de antígenos das duas situações eram iguais para crianças com autismo e para aquelas sem a doença. Embora o calendário da vacinação contenha hoje mais vacinas do que o calendário do fim da década de 1990, o número máximo de antígenos a que uma criança é exposta até os dois anos é de 315 – em comparação a milhares do fim da década de 1990. Como diferentes tipos de vacina contêm diferentes quantidades de antígenos, apenas somar o número de vacinas que a criança recebe não reflete na quantia de antígenos. Um exemplo é a vacina para coqueluche. Na versão antiga, a criança chegava a produzir cerca de 3.000 anticorpos diferentes, enquanto na nova, essa produção é de apenas seis anticorpos.

O sistema imunológico de uma criança é capaz de responder a um grande número de estímulos imunológicos. Desde o nascimento, ela é exposta a centenas de vírus e a um número incontável de antígenos por meio de outras fontes que não a vacina. “A possibilidade de que essas vacinas estejam relacionadas ao desenvolvimento do autismo não tem base no que se sabe sobre a neurobiologia da doença”, dizem os autores no estudo. Em 2004, uma revisão realizada pelo Instituto de Medicina já havia concluído que não há relação causal entre as vacinas e o autismo.

*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

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