Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Estudo põe em dúvida PSA para detectar câncer de próstata

Pesquisa descarta o uso do exame até para "indivíduos de risco"

A eficácia da Prova do Antígeno Prostático (PSA), exame habitual para diagnosticar o câncer de próstata, foi posta em dúvida por um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Alta Autoridade de Saúde da França (HAS).

Saiba mais

PSA

PSA é a sigla em inglês para antígeno prostático específico, uma proteína produzida pelas células da próstata e considerada um importante marcador biológico para determinar quais homens precisam de biópsia e quais deles têm menor risco de desenvolver o câncer de próstata. O exame de PSA sozinho, no entanto, não é capaz de fornecer informações suficientes para determinar se o paciente tem ou não a doença.

A confiabilidade deste teste, frequentemente acompanhado do toque retal e até a primeira década deste século considerado um bom indicador para medir a evolução da doença, sofreu seu primeiro revés em 2010, quando a mesma agência do governo francês anunciou que, aplicado à população masculina em geral, o exame carecia de eficiência.

Leia também:

Afinal, o PSA é útil ou não para definir o tratamento de câncer de próstata?

Agora, a Autoridade descartou o teste até para os indivíduos ‘de risco’, já que, apesar dos fatores de perigo conhecidos (idade, antecedentes familiares, origem e exposição a certos agentes químicos), atualmente a medicina não sabe o peso de cada um ou como eles interagem entre si.

A HAS também constatou que até o momento não está provado que as pessoas com maior risco de contrair a doença, que tem uma evolução lenta, a desenvolvam de forma mais grave ou com maior rapidez – por isso o diagnóstico antecipado também não seria útil.

Finalmente, segundo os responsáveis pelo estudo, os pacientes que se submetem a este exame estão suscetíveis a ‘falsos positivos’, o que representa ‘riscos secundários’, tanto de cunho físico, derivados da consequente biópsia para determinar se há câncer, como de cunho psicológico e sexual.

A HAS concluiu que os homens que se submetem ao teste só deveriam fazê-lo ‘com conhecimento de causa’, sabendo que ‘este exame em algumas ocasiões termina em operações ou irradiações inúteis com duras consequências para a sexualidade e a continência de homens que ainda são jovens e ativos’.

Tire suas dúvidas sobre câncer de próstata:

Dr. Mario Eisenberger

Há 17 anos trabalhando na Universidade Johns Hopkins, o oncologista Mario Eisenberger estuda o futuro do combate ao câncer. Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, já teve pacientes que chegaram em estado grave ao seu consultório, com metástase até no osso, mas que dez anos depois estão vivos e em completa remissão.

“Metástase não é mais sentença de morte”, diz, com um leve sotaque em inglês, adquirido nas quase quatro décadas morando nos Estados Unidos. Fascinado por estudos clínicos, sua tarefa é definir os padrões da doença que serão examinados. É a linha de frente da ciência.

Prevenção O quanto o estilo de vida das pessoas influencia no aparecimento do câncer de próstata?

Vídeo

Diante dos resultados conflitantes entre exames de epidemiologia e rastreamento (exames preventivos) publicados na Europa e nos Estados Unidos, é possível dizer que o rastreamento para câncer de próstata salva vidas?

Vídeo

O que o doente deve fazer para prevenir problemas de efeitos colaterais do tratamento e para melhorar o tratamento do câncer?

Vídeo

Quanto tempo falta para existir uma vacina contra o câncer de próstata?

Vídeo

É possível que os filhos de alguém que teve câncer de próstata também tenham esse tipo de câncer, já que o pai, os tios e o avô também tiveram?

Vídeo

Tratamento Quais são as formas de tratamento do câncer de próstata?

Vídeo

Tem se comentado que o uso de estatinas (substância usada para baixar o nível de colesterol “ruim”), além de baixar o colesterol, pode ter uma influência para os resultados do tratamento primário de câncer, progressão e metástase. A estatina funciona? Qual são os riscos e benefícios em pacientes com câncer de próstata?

Vídeo

O médico e leitor Celso foi diagnosticado com câncer de próstata e recusou o tratamento proposto de castração química, por conta dos efeitos colaterais. Ele iniciou tratamento com o remédio ciproterona, há três meses. Existem outras formas de tratamento, sem modificar a qualidade de vida?

Vídeo

Quanto tempo deve demorar para a liberação da abiraterona? Esta nova droga é capaz de diminuir os tumores?

Vídeo

O que os pacientes podem esperar para o futuro?

Vídeo

TRATAMENTO NOS ESTADOS UNIDOS O que é preciso fazer para se voluntariar para tratamentos com novas drogas. É possível fazer isso à distância?

Vídeo

Há um custo para os estudos clínicos. Os pacientes precisam pagar para ser voluntários?

Vídeo

(Com Agência EFE)