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Estudo mede temperatura do hálito para detectar câncer de pulmão

Pesquisadores italianos descobriram que ar exalado por pacientes com a doença tem temperatura mais elevada do que por pessoas sem o tumor

Por Da Redação - 8 set 2014, 10h51

Pesquisadores da Itália acreditam que um teste que mede a temperatura do hálito de um paciente possa servir para diagnosticar o câncer de pulmão de forma rápida e não invasiva. A eficácia de um teste desse tipo foi demonstrada em um estudo cujos resultados serão apresentados nesta segunda-feira na Alemanha, durante o congresso da Sociedade Respiratória Europeia.

A pesquisa se baseou nos dados de 82 pessoas que foram submetidas a exames tradicionais para detectar o câncer de pulmão. Entre elas, 40 receberam o diagnóstico positivo da doença. Os especialistas, então, usaram um aparelho chamado X-Halo para medir a temperatura do hálito dos participantes.

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Segundo os resultados, o hálito exalado pelos pacientes com câncer de pulmão estava com uma temperatura maior do que o hálito das pessoas sem a doença. Além disso, a temperatura foi maior quanto mais avançado era o estágio do câncer ou quanto maior o tempo em que o paciente era fumante. No estudo, os pesquisadores também conseguiram identificar uma temperatura limite, a partir da qual é possível identificar a doença com maior precisão.

Diversas pesquisas já tentaram desenvolver um teste capaz de detectar um câncer pelo hálito do paciente, mas essa é a primeira vez em que um estudo mede a temperatura do ar exalado para chegar ao diagnóstico.

“Nossos resultados sugerem que o câncer de pulmão provoca um aumento da temperatura do ar exalado. Essa é uma descoberta importante, que pode mudar a forma como diagnosticamos a doença”, diz Giovanna Elisiana Carpagnano, professora da Universidade de Foggia, na Itália, e coordenadora do estudo. “Se nós pudermos aprimorar um teste que detecta o câncer de pulmão pela temperatura do hálito, melhoraremos o processo de diagnóstico ao oferece um teste que causa menos stress ao paciente, que é mais barato e menos trabalhoso para os médicos.”

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