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Estudo explica relação entre pouco sono e diabetes

De acordo com pesquisa, noites mal dormidas prejudicam a ação da insulina

Por Da Redação 19 fev 2015, 16h30

Diversas pesquisas já relacionaram a falta de sono com o ganho de peso e o diabetes tipo 2. Um novo estudo explicou por que isso acontece. De acordo com cientistas da Universidade de Chicago, quem dorme menos de cinco horas por noite pode sofrer uma elevação no nível dos ácidos graxos, que reduzem a ação da insulina no organismo. A curto prazo, o insone apresenta um quadro de pré-diabetes temporária e, a longo, pode desenvolver diabetes. A descoberta foi relatada em um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Diabetologia.

Participaram da pesquisa, que durou quatro dias, dezenove homens saudáveis de 18 a 30 anos. Os voluntários foram separados em dois grupos: um dormiu 8 horas e meia por noite e outro, 4 horas e meia. Amostras de sangue dos participantes foram coletadas a cada 15 ou 30 minutos durante 24 horas após o terceiro dia de pesquisa. Também foram mediram as taxas de ácidos graxos, hormônio de crescimento (GH), glicose, insulina, noradrenalina e cortisol dos voluntários.

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Resultado – Após três noites, o grupo que dormiu quatro horas ficou com níveis de ácidos graxos até 30% mais altos que o normal pela manhã, uma elevação relacionada ao aumento da resistência à insulina. Além disso, nesse grupo caiu a secreção do GH e cresceu a taxa de noradrenalina no sangue, fatores que contribuem para a elevação de ácidos graxos no organismo. A habilidade da insulina de regular os níveis de glicose no sangue diminuiu 23% após uma noite mal dormida.

“A ação da insulina nesses voluntários mostrou-se parecida com o que vemos em estágios iniciais do diabetes”, disse a coautora do estudo Josiane Broussard.

(Da redação de VEJA.com)

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