Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Estudo da Fiocruz aponta tratamento promissor contra Covid-19

Pesquisa em parceria com a Universidade de Columbia concluiu que combinação de antivirais reduz replicação do vírus em dez vezes

Por Paula Felix 21 mar 2022, 17h55

A combinação entre dois antivirais, um para hepatite C e o Remdesivir, aprovado para uso contra a Covid-19, demonstrou potencial para reduzir a replicação do SARS-CoV-2 dez vezes mais do que quando os medicamentos são usados separadamente. Este foi o achado de um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Juntos, os medicamentos, que têm liberação para uso em humanos, bloquearam a capacidade do vírus de se reproduzir em células infectadas. O próximo passo dos cientistas é analisar se o achado também ocorre em modelos animais.

“Nós estudamos inibidores de uma enzima essencial para a biologia do Sars-CoV-2, a exonuclease, que permite maior estabilidade genética ao vírus e o ajuda a selecionar variantes virais, como aquelas que escapam da respostas imunes do organismo, por exemplo. A exonuclease seleciona o conjunto genético mais abundante do vírus e permite que cópias desse conjunto sejam replicadas, isso tudo em cooperação com outra enzima, a polimerase”, explica um dos coordenadores do estudo, Thiago Moreno Souza, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz).

O estudo, divulgado pela Fiocruz nesta segunda-feira, 21, foi publicado no dia 22 de fevereiro na Communications Biology, publicação da revista científica Nature.

Como notaram que as moléculas aprovadas para tratar hepatite C não se apresentavam em concentração ideal para combater o vírus, os pesquisadores fizeram a associação com o medicamento contra a Covid-19, autorizado pelo Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Ao combinarmos os medicamentos que já era conhecidos inibidores da RNA polimerase com as substâncias reposicionadas para bloquear a exonuclease, tivemos resultados promissores que merecem investigações aprofundadas do ponto de vista clínico”, explica Souza.

Caso os resultados se confirmem em animais, o estudo vai poder seguir para ensaios clínicos, pois os medicamentos avaliados têm aprovação para o tratamento de outras infecções.

O estudo teve a coordenação de pesquisadores da Columbia Chemical Engineering e do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/ Fiocruz), e contou com a participação do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e da Rockefeller University.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês