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Estudo avança no desenvolvimento de biofármaco para câncer de próstata

Partículas semelhantes a vírus se mostraram promissoras para inovadora plataforma terapêutica voltada ao tratamento da doença

Por Agência Fapesp* Atualizado em 13 jul 2022, 17h09 - Publicado em 15 jun 2022, 10h44

Partículas semelhantes a vírus (VLP) se mostraram promissoras para o desenvolvimento de uma inovadora plataforma terapêutica voltada ao tratamento do câncer de próstata. Os resultados de ensaios em cultura de células e em modelos animais foram publicados no periódico Molecular Therapy: Oncolytics por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), de Campinas.

A investigação contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) pelos projetos “Desenvolvimento de estratégias para imunomodulação antitumoral” e “Desenvolvimento de nanopartículas biológicas para potencialização da resposta imune antitumoral”.

O pesquisadores elegeram como alvo as células tumorais que expressam uma proteína conhecida como PSMA (sigla em inglês para antígeno de membrana específico para próstata). Trata-se de um biomarcador da doença já usado para fins de diagnóstico clínico.

O grupo desenvolveu VLPs que levam na superfície proteínas ligantes de PSMA e moléculas que estimulam o sistema imunológico, entre elas TNFSF 4-1BBL, OX40L e a citocina GM-CSF. O objetivo era usar as nanopartículas para ativar o sistema imune e induzir a proliferação de células de defesa, potencializando a eliminação do tumor.

Os ensaios in vitro com células que apresentam o receptor PSMA mostraram que é possível direcionar as partículas até os alvos tumorais. Os experimentos com modelos animais confirmaram o efeito de potencialização da atividade de linfócitos, que eliminaram células de câncer e inibiram a ação de células imunossupressoras.

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“A partícula com ligantes de PSMA tem afinidade específica por células tumorais PSMA positivas. Verificamos que os ligantes TNFSF 4-1BBL e OX40L estimulam a atividade de células T efetoras [que atuam no combate ao tumor], aumentando níveis de proliferação e a produção de citocinas antitumorais. Além disso, inibem o fator de transcrição FoxP3 de células T regulatórias [que inibem a resposta imune antitumoral]. Essa estimulação das células T resulta na eliminação das células tumorais”, conta o pesquisador do CNPEM Márcio Chaim Bajgelman, autor principal do artigo. “As partículas alvo-dirigidas potencializam a atividade antitumoral em camundongos imunocompetentes e podem ser exploradas como uma ferramenta inovadora para a imunoterapia contra o câncer”, acrescenta.

O grupo pretende agora usar recursos de engenharia biológica para transpor a estratégia testada em camundongos para gerar partículas contendo o mesmo ligante PSMA e imunomoduladores adaptados para serem reconhecidos pelo sistema imunológico humano. Nessa nova etapa de experimentos serão feitos ensaios em cultura de células humanas e em animais.

“Esses animais apresentarão enxertos de linfócitos humanos e serão desafiados com células tumorais humanas. O modelo animal humanizado permitirá aprofundar a avaliação do benefício terapêutico das VLPs imunomodulatórias e também analisar outros efeitos, como a toxicidade, por exemplo”, explica Bajgelman.

O aprofundamento dos estudos pode contribuir para que soluções bem-sucedidas sejam eventualmente incorporadas de forma combinada para aperfeiçoamento de terapias existentes, avalia o pesquisador. “Nos últimos anos, temos observado que as combinações terapêuticas podem resultar em maior benefício para o tratamento de câncer. Dessa forma, justificam-se esforços na busca de novas estratégias que potencialmente possam ser usadas em combinação com outros medicamentos que já existem no mercado.”

* Com informações da assessoria de imprensa do CNPE

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