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Empresa de genoma identifica cinco genes associados ao hipotireoidismo

Segundo estudo, já se sabia que três dessas variações encontradas estão relacionadas a outras doenças autoimunes

Por Da Redação - 11 abr 2012, 15h37

A empresa de genômica dos Estados Unidos 23andMe identificou cinco associações genéticas significantes para o hipotireoidismo. A descoberta foi feita com base no maior estudo sobre a genética da doença feito até hoje, e cuja publicação foi feita na última sexta-feira no periódico PLoS One.

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Anne Wojcicki, em evento da empresa 23andMe, em Nova York
Anne Wojcicki, em evento da empresa 23andMe, em Nova York VEJA

23andME

A empresa de genoma pessoal do Vale do Silício foi fundada por Anne Wojcicki, que é casada com um dos fundadores do Google, Sergey Bin, e sua sócia, Linda Avey. O nome 23andMe se refere aos 23 pares de cromossomos que um ser humano tem e que carregam o nosso material genético. Inicialmente, as pessoas pagavam 999 dólares para que, a partir de suas salivas, tivessem seus DNAs sequenciados. Em 2008, no lançamento europeu da empresa, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, as personalidades presentes no evento, como Naomi Campbell, Thomas Friedman e Peter Gabriel, foram convencidas a cuspirem em um tubo esterilizado para terem seu genoma codificado.

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A pesquisa envolveu aproximadamente 90% dos 125.000 clientes da empresa norte-americana. Dentre eles, os pesquisadores selecionaram 3.736 indivíduos que tinham hipotireoidismo e outros 35.546 que não apresentavam o problema e fizeram parte do grupo de controle. Essas pessoas responderam a questionários on-line nos quais relatavam seus históricos de saúde, especialmente em relação a problemas da tireoide.

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Os pesquisadores identificaram cinco associações genéticas significativas para a incidência de hipotireoidismo, sendo que três delas já haviam sido relacionadas com outras doenças autoimunes e as outras duas associadas a genes envolvidos no desenvolvimento da tireoide. Essas associações genéticas se referem à diferença nas ordens das letras de compõem o DNA de cada pessoa em relação a uma sequência de DNA modelo.

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“Essas associações genéticas contribuem significativamente para a compreensão da biologia básica do hipotireoidismo, problema que atinge 5% da população em geral”, diz Uta Francke, médica da 23andMe e uma das autoras do estudo. “Além disso, a identificação de associações com outras doenças autoimunes abre caminhos para potenciais novos tratamentos”. Para o coordenador da pesquisa e cientista da 23andMe, Nicholas Eriksson, o trabalho revela a capacidade da empresa de aproveitar o banco de dados genéticos de seus clientes para favorecer pesquisas médicas.

Gráfico hipotireoidismo
Gráfico hipotireoidismo VEJA
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