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Droga experimental contra o ebola é enviada para a África

Medicamento ZMapp teve sucesso no tratamento de dois americanos infectados pelo vírus. Surto da febre hemorrágica já matou mais mil no continente africano

(Atualizado às 8h22)

O laboratório americano que desenvolveu um medicamento experimental contra o vírus ebola informou nesta segunda-feira o envio de todas as doses disponíveis à África Ocidental, que enfrenta a mais grave epidemia da infecção em toda a história. Também na manhã desta segunda, um comitê de especialistas em ética médica da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que é ético oferecer medicamentos ou vacinas não comprovados para o tratamento ou prevenção do surto da doença na região.

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O medicamento ZMapp, desenvolvido pelo laboratório Mapp Bio em colaboração com uma empresa canadense, é feito a partir de folhas de tabaco. A droga foi administrada em dois americanos que contraíram o vírus na África e se mostrou promissora. Contudo, a fabricação trabalhosa do remédio impossibilita, por enquanto, sua produção em grande escala. “Qualquer decisão de utilizar o ZMapp deve ser tomada pela equipe médica dos pacientes”, assinalou o laboratório em comunicado O Mapp Bio diz ter entregado o medicamento gratuitamente.

Segundo o último boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS), a epidemia de ebola na África Ocidental já matou 1.013 pessoas desde março. Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria são os países afetados pelo surto.

O laboratório farmacêutico não informou os países destinatários ou o número de doses enviadas, mas segundo a presidência da Libéria, a Casa Branca e a agência americana de medicamentos e alimentos (FDA) aprovaram o envio “de doses do soro experimental para tratar os médicos liberianos atualmente infectados” pelo vírus. O comunicado revela que o envio é resultado de um pedido direto da presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a Barack Obama. De acordo com o governo liberiano, o envio da droga experimental tem a aprovação da diretora-executiva da OMS, Margaret Chan.

(Com agência France-Presse)