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Dormir mais de 9 horas por dia aumenta o risco de derrame, diz estudo

Surpreendentemente, dormir menos de seis horas por noite não teve efeito na incidência da doença

Por Da redação 12 dez 2019, 17h54

Dormir é uma delícia. Mas se você é daqueles que gosta de dormir muito a noite e tirar longos cochilos durante o dia, é melhor rever seus hábitos. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Neurology, o excesso de sono pode aumentar consideravelmente o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia Huazhong, na China, acompanharam 31.750 homens e mulheres, com, em média, 62 anos de idade, por seis anos. Por meio de exames físicos e dados auto-relatados sobre o sono, eles descobriram que dormir mais de nove horas por noite aumenta o risco de AVC em 23%, em comparação com quem tem de 7 a 8 horas de sono.

Cochilos com mais de 90 minutos também impactaram negativamente o risco do problema. Os participantes que tinham esse hábito, corriam um risco 25% maior de AVC do que aqueles que cochilavam por até 30 minutos. Já os participantes que dormiam mais de 9 horas por noite e tiravam cochilos de mais de 90 minutos durante um dia apresentaram um risco aumentado de 85% para AVC.

Finalmente, a qualidade do sono parece desempenhar um papel importante nesse risco. As pessoas que relataram baixa qualidade do sono tinham uma probabilidade 29% maior de sofrer um acidente vascular cerebral do que aquelas cuja qualidade do sono era supostamente boa.

“Esses resultados destacam a importância da duração moderada da soneca e do sono e da manutenção da boa qualidade do sono, especialmente em adultos de meia-idade e idosos”, disse Xiaomin Zhang, líder do estudo, ao site especializado Medical News Today.

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  • Surpreendentemente, dormir menos de seis horas por noite não teve efeito na incidência de acidente vascular cerebral. Estudos anteriores já haviam mostrado que o excesso ou a privação de sono pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares, incluindo derrame.

    Os resultados permaneceram mesmo após serem incorporados fatores de risco para AVC, como tabagismo, consumo de álcool, prática de atividade física, histórico familiar de acidente vascular cerebral, índice de massa corporal e outras características de saúde e comportamento.

    Entretanto, há algumas ressalvas. Como o estudo foi observacional, não é possível chegar a uma relação de causa e consequência entre o excesso de sono e o aumento do risco de AVC. Mas eles acreditam que os resultados encontrados estejam associados ao aumento da inflamação causada pelo excesso de sono.

    “Mais pesquisas são necessárias para entender como tirar longos cochilos e dormir mais horas a noite pode estar associado a um risco aumentado de acidente vascular cerebral, mas estudos anteriores mostraram que cochilos e dormir muito causam alterações desfavoráveis ​​nos níveis de colesterol e aumento da circunferência da cintura, ambos são fatores de risco para derrame. Além disso, essas duas práticas podem sugerir um estilo de vida sedentário, que também está relacionado ao aumento do risco de AVC.” explica o Zhang.

    Outros contrapontos do estudo são o fato de os pesquisadores não terem considerado problemas como apneia do sono e outros distúrbios do sono que possam ter influenciado os resultados e dos dados serem auto-relatados e não registrados pelos pesquisadores.

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