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Dormir cedo ajuda a eliminar pensamentos negativos, diz estudo

De acordo com pesquisa, pessoas que dormem tarde e pouco têm mais risco de desenvolver doenças como depressão e transtorno obsessivo-compulsivo

Por Da Redação - 5 dez 2014, 14h27

Pessoas que vão se deitar depois da 1 hora da manhã e que dormem menos de seis horas e meia por noite tendem a ser mais pessimistas do que aquelas que têm uma rotina de sono regular. Além disso, esses indivíduos têm mais risco de desenvolver doenças psiquiátricas como depressão e transtorno obsessivo-compulsivo. Esses foram os resultados de um estudo publicado na quinta-feira no periódico Cognitive Therapy and Research.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Duration and Timing of Sleep are Associated with Repetitive Negative Thinking

Onde foi divulgada: periódico Cognitive Therapy and Research.

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Quem fez: Jacob A. Nota e Meredith E. Coles.

Instituição: Universidade Binghamton, nos Estados Unidos.

Resultado: Pessoas que se deitam depois da 1h da manhã e que dormem menos que seis horas e meia por noite têm mais risco de desenvolver transtornos psiquiátricos do que pessoas com uma rotina de sono regular.

Participaram da pesquisa 100 pessoas de, em média, 20 anos. Todas foram submetidas a um questionário que avaliava o quanto cada uma era preocupada, pensativa ou obsessiva, características do pensamento pessimista. Elas também foram perguntadas se preferiam ficar acordadas de manhã ou à noite e se dormiam em horários regulares ou tarde da noite.

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Foram consideradas pessoas pessimistas aquelas que têm, por exemplo, pensamentos rotineiros sobre experiências irritantes que se repetem e que são persistentes. Além disso, que se preocupam muito sobre o futuro e são apegadas ao passado.

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Conclusão – Os pesquisadores constataram que os participantes que dormiam menos de seis horas e meia por noite e que iam se deitar depois da 1 hora da manhã tinham experiências recorrentes de pensamentos negativos e pessimistas. Assim, de acordo com os autores, não dormir regularmente está associado ao desenvolvimento de problemas como transtorno de ansiedade generalizada, depressão, stress pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de ansiedade social.

“Se novas descobertas sustentarem a relação entre o tempo de sono e o pensamento negativo repetitivo, pode-se criar um novo tratamento para pessoas com esses transtornos”, diz Meredith Coles, coautora do estudo e professora da Universidade Binghamton, nos Estados Unidos.

Sono – Más noites de sono não estão associadas apenas a transtornos psiquiátricos. Diversos estudos já constataram também que a insônia eleva o risco de insuficiência cardíaca, derrame e diabetes.

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