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Dengue: esclareça 12 dúvidas sobre a doença

Aumento de casos em 2014 afetou cidades como São Paulo e Campinas — esta última vive a pior epidemia da de sua história

Por Vivian Carrer Elias - 7 maio 2014, 11h07

Algumas cidades brasileiras – especialmente São Paulo e Campinas – sofreram com numerosos casos de dengue neste ano. Nos quatro primeiros meses de 2014, a capital registrou mais notificações da doença do que no ano passado inteiro, enquanto Campinas viveu a maior epidemia de dengue de sua história.

Os números registrados neste ano assustam. Até a quarta semana de abril, foram notificados 3.730 casos em São Paulo em 2014 – entre eles, o de uma vítima fatal -, a maioria em bairros da Zona Oeste. Em todo o ano de 2013, para efeito de comparação, houve 2.617 registros na cidade, um número 42,5% menor do que neste ano. Na semana passada, o secretário municipal de Saúde, José de Filippi Junior, afirmou que a epidemia já estava controlada na capital. O número de notificações diminuiu de 804 na primeira semana de abril para catorze nos últimos sete dias do mês.

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Já em Campinas, nos primeiros quatro meses de 2014 houve 17.100 casos de dengue, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde em 29 de abril. Esse número já é 145% maior do que o registrado no ano passado inteiro (6.976 casos) e 50% mais elevado do que em 2007, ano da pior epidemia da doença no município até então. Até a última semana, Campinas havia confirmado duas mortes pela doença. Como na capital, as notificações começaram a diminuir, embora ainda estejam elevadas – caíram de 5.764 novos casos nas duas primeiras semanas de abril para 3.136 na ultima quinzena do mês.

A incidência de dengue é maior em épocas de calor e chuva – ou seja, no verão. Ainda não está claro o que fez com que os números da doença aumentassem tanto nessas regiões após o fim da estação. Uma das razões pode ser climática. “No começo deste ano fez muito calor e as chuvas aconteceram em épocas diferentes. Aparentemente, o mosquito gostou desse clima e se multiplicou mais”, diz Ésper Kallás, infectologista do Hospital Sírio-Libanês.

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