Clique e assine a partir de 9,90/mês

Dengue cresce 55% em uma semana em São Paulo

Bairros da Zona Oeste, como Jaguaré e Lapa, são os mais afetados e apresentam incidência acima do normal da doença

Por Da Redação - 4 abr 2014, 09h46

Em uma semana, o número de casos de dengue na cidade de São Paulo cresceu 55%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria Municipal da Saúde. Desde o dia 1º de janeiro, foram registrados 1.166 casos da doença na capital – no balanço anterior, divulgado há uma semana, eram 751 notificações. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 15%.

Treze distritos já ultrapassaram a incidência registrada no ano passado. A Zona Oeste é a mais afetada – três bairros da região têm incidência acima do normal: Jaguaré, Lapa e Rio Pequeno. Os distritos do Tremembé (Zona Norte) e Vila Jacuí (Zona Leste) também são áreas de preocupação da Secretaria da Saúde por terem apresentado aumento significativo de casos na última semana.

Leia também:

Risco de dengue: a culpa é dos governos municipais

Continua após a publicidade

“Só cinco distritos reúnem metade dos casos de dengue confirmados até agora na cidade. Então, vamos concentrar os nossos esforços nos locais que apresentaram crescimento totalmente inesperado”, diz o secretário da Saúde, José de Filippi Junior.

Reservatórios – Segundo o secretário, uma das principais razões para o alto índice de casos nesses bairros é o acúmulo de água parada em objetos como latas, pratos de vasos e até reservatórios que estão sendo utilizados para o armazenamento de água por pessoas que temem um desabastecimento com a crise do Cantareira.

Leia também:

Brasil tem 1.046 cidades em situação de risco ou alerta para surto de dengue

Continua após a publicidade

Litoral paulista tem mais de cinco casos de dengue por hora

“Nossos agentes, principalmente da Lapa, identificaram nos últimos dois meses a população reservando água em algum utensílio, caixas de água ou outros tipos de reservatório, com essa água desprotegida e descoberta”, diz Filippi. “A população está se precavendo por um lado, mas pode criar um problema por outro lado. Queremos alertar que esses recipientes devem ser cobertos.”

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade