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Deficiência de vitamina D é elevada entre pacientes com fraturas

Entre as pessoas com fratura óssea, 80% têm algum tipo de deficiência; descoberta pode melhorar tratamento de pacientes com fraturas que não cicatrizam

Por Da Redação 8 fev 2012, 13h03

Quase 80% dos pacientes com traumas ósseos têm algum tipo de deficiência nos níveis de vitamina D. O alerta foi feito durante o Encontro Anual da Academia Americana de Cirurgia Ortopédica, realizado esta semana na Califórnia. Segundo a pesquisa, feita por uma equipe da Universidade de Missouri, os baixos índices da vitamina estão relacionados com fraqueza muscular, maior incidência de fraturas ósseas e com problemas na recuperação completa após uma fratura.

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Vitamina D

Também chamada calciferol, a vitamina D promove a absorção do cálcio pelo organismo após a exposição solar. A deficiência da vitamina pode provocar raquitismo, alterações no crescimento e nos ossos, além de reduzir a imunidade. A vitamina D está relacionada ainda com o bom funcionamento do coração, do cérebro e da secreção de insulina pelo pâncreas. A presença significativa da substância é vista em poucos alimentos, como fígado e óleos de peixes gordurosos. A suplementação ou enriquecimento alimentar são necessários para seu consumo em níveis adequados.

No estudo, foram revisados 1.830 arquivos médicos de adultos (maiores de 18 anos), atendidos de janeiro de 2009 a setembro de 2010. Os voluntários com níveis de vitamina D abaixo de 20 ng/ml (nanogramas por mililitro, unidade de medida usada para níveis de vitamina no sangue) foram categorizados como deficientes. Aqueles com níveis entre 20 e 32 ng/ml foram chamados de insuficientes. Os níveis considerados saudáveis e ideais de vitamina D no sangue ficam entre 40 e 70 ng/ml.

Percebeu-se, então, que 39% eram deficientes em vitamina D, e outros 38,4% tinham níveis insuficientes da substância. Pacientes com idades entre 18 e 25 anos tinham os níveis mais baixos de vitamina D entre todos os grupos – 29% eram deficientes e 54,7%, insuficientes.

“A deficiência de vitamina D afeta pacientes de todas as idades e é mais prevalente do que se imaginava”, diz Brett D. Crist, coordenador do estudo e codiretor do Serviço de Trauma Ortopédico da Universidade de Missouri. Segundo o especialista, as descobertas são importantes porque a deficiência de vitamina D vem sendo relacionada com um aumento na incidência nas fraturas ósseas que não cicatrizam.

Para Crist, como os novos dados demonstram que um número significativo de pacientes têm níveis deficientes ou insuficientes de vitamina D, os médicos deveriam considerar o uso de suplementos no tratamento de fraturas.

Crianças – Em maio de 2011 a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma orientação de que crianças e adolescentes deveriam dobrar a ingestão diária de vitamina D. O consumo recomendado passou, então, de 200 UI diárias para 400 UI. Cada UI equivale a 0,025 microgramas (mcg): 100 gramas de salmão, por exemplo, contêm 11,83 mcg de vitamina D ou 473,2 UI.

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