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Covid longa aumenta o risco para formação de coágulos sanguíneos

A constatação é resultado de estudo recém-publicado. O problema pode estar por trás de sintomas como a fadiga extrema sentida por vários pacientes

Por Simone Blanes 19 ago 2021, 17h10

Cientistas da Universidade de Medicina e Ciências da Saúde RCSI, na Irlanda, divulgaram um novo estudo mostrando maior risco para a formação de coágulos sanguíneos em pacientes com a chamada “Covid longa”. É uma condição na qual sintomas como fadiga, falta de ar, perda de memória, olfato e paladar persistem mesmo após a fase aguda da infecção pelo vírus Sars-CoV-2, podendo durar semanas e até meses. “Milhares de pessoas já lidam com esses sintomas da Covid longa e outras também vão desenvolver à medida que as infecções entre os não vacinados continuarem a acontecer”, alertou o professor James O´Donnell, um dos autores da pesquisa publicada no Journal of Thrombosis and Haemostasis.  

Para o estudo, foram examinados 50 pacientes com sintomas de Covid longa. Eles apresentaram marcadores de coagulação sanguínea consideravelmente altos no sangue se comparados às pessoas saudáveis e livres de infecções. Mesmo os que tiveram casos mais leves de Covid-19 mostraram índices elevados de coágulos. Para os cientistas, essa diferença aponta que os coágulos no sangue podem estar ligados a sintomas da Covid longa, especialmente a fadiga extrema.

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