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Covid-19: Pfizer pede autorização emergencial para vacina ao FDA

Outras submissões já foram iniciadas na Austrália, Canadá, Japão e Reino Unido; distribuição para a população requer aval de agências reguladoras

Por Mariana Rosário Atualizado em 20 nov 2020, 20h41 - Publicado em 20 nov 2020, 20h35

A Pfizer anunciou nesta sexta-feira, 20, que iniciou o processo de autorização emergencial de seu imunizante para Covid-19 nos Estados Unidos. O fármaco é desenvolvido em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTec. Nos testes de fase 3, a vacina apresentou segurança — isto é, não expõe os pacientes a efeitos colaterais graves — e eficácia de 95%.

Com base nas projeções atuais, as empresas farmacêuticas esperam produzir globalmente até 50 milhões de doses em 2020 e até 1,3 bilhão de doses até o final de 2021. De acordo com o jornal The New York Times o procedimento de hoje abriu a possibilidade de que americanos recebam as primeiras doses dos imunizantes contra a Covid-19 ainda neste mês de dezembro.

Em vídeo, o CEO da empresa Albert Bourla celebrou o feito, classificando esta data como “um dia histórico”. “É com grande orgulho e alegria — e um pouco de alívio — que eu posso dizer que nossa solicitação para uso emergencial da nossa vacina agora está nas mãos da FDA”, afirmou. FDA é a sigla para Food and Drug Administration, nome que se dá a agência reguladora de medicamentos nos Estados Unidos.

A Pfizer disse em comunicado mais cedo que iniciou submissões regulatórias na Austrália, Canadá, Europa, Japão e Reino Unido, e que planeja aplicar em outros países “no futuro imediato”.

A vacina da Pfizer é testada no Brasil e teve aval para recrutar 3.100 voluntários em São Paulo e na Bahia. Não existe negociação de transferência de tecnologia do fármaco a algum centro de excelência brasileiro.

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