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Covid-19 não aumenta nascimentos de bebês prematuros ou natimortos

Estudo canadense, o maior feito até agora sobre o tema, aponta que a infecção pelo vírus SARS-CoV-2 não teve impacto nesses casos

Por Simone Blanes Atualizado em 5 ago 2021, 19h35 - Publicado em 3 ago 2021, 17h14

Um novo estudo publicado hoje no Canadian Medical Association Journal pode ser um alívio para as preocupações sobre o impacto da Covid-19 na gravidez: segundo os pesquisadores, nascimentos de bebês prematuros ou natimortos não tiveram aumento durante o primeiro ano da pandemia. A pesquisa analisou mais de 2,4 milhões de nascimentos em Ontário, província do Canadá.

Embora, em muitos casos, a causa de natimortos e prematuros seja desconhecida, infecções, inflamações, estresse, condições pré-existentes ou induzidas pela gravidez, predisposição genética e fatores ambientais podem contribuir.  Durante a pandemia, porém, surgiram relatos de que as taxas de nascimentos prematuros caíram em países como Holanda, Irlanda e Estados Unidos, enquanto o Reino Unido, Itália e Índia apontaram aumentos nos índices de natimortos e alguma variabilidade em prematuros. A maioria das pesquisas, no entanto, tinha amostragem muito pequena.

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Em Ontário, os pesquisadores analisaram os nascimentos ao longo de um período de 18 anos e compararam as tendências no período pré-pandêmico, de 2002 a 2019, com o período pandêmico, de janeiro a dezembro de 2020. “Não encontramos mudanças incomuns nas taxas de nascimento prematuro ou natimorto durante a pandemia, o que é reconfortante”, diz Prakesh Shah, pediatra-chefe da Sinai Health e professor da Universidade de Toronto.

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