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Covid-19: Medicamento inédito demonstra forte inibição da variante delta

Estudo preliminar indica que o opaganibe, um tratamento oral em desenvolvimento contra a doença, conseguiu inibir a replicação viral contra cepas emergentes

Por Giulia Vidale 27 ago 2021, 18h13

A aprovação e o uso de diversas vacinas não excluem a necessidade de encontrar tratamentos eficazes contra a Covid-19. Atualmente, já existem alguns medicamentos aprovados para a doença, mas nenhum com alta eficácia para combater diretamente o vírus. A maior parte atua nos sintomas da doença ou na chamada “tempestade de citocinas”, um efeito causado pelo próprio sistema imunológico. Por isso, diversos potenciais antivirais estão em desenvolvimento no mundo todo.

O opaganibe, uma pílula oral experimental com ação antiviral e anti-inflamatória é uma delas. Recentemente, o medicamento demonstrou forte ação contra a variante delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia, em teste realizado com células humanas em laboratório. Um trabalho anterior já havia mostrado o potencial do tratamento no combate às variantes Alpha, identificada pela primeira vez no Reino Unido, Beta, originária da África do Sul, e Gamma, de origem brasileira.

De acordo com a RedHill Biopharma, biofarmacêutica israelense responsável pelo desenvolvimento do medicamento, diante destes resultados espera-se que o opaganibe mantenha efeito contra outras variantes que possam surgir. Acredita-se que seu efeito antiviral seja resultado da inibição seletiva da esfingosina quinase-2 (SK2), uma enzima produzida em células humanas que é utilizada pelo coronavírus para apoiar sua replicação no organismo.

“A potente atividade antiviral e anti-inflamatória do opaganibe oral potencialmente abordam a causa viral e os efeitos inflamatórios da Covid-19”, disse Reza Fathi, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento na RedHill, em comunicado.

Apesar dos resultados acima serem referentes a testes pré-clínicos, realizados em laboratório ou animais, o medicamento já foi testado em humanos. Um estudo global de fase 2/3 avaliou sua eficácia no tratamento de 475 pacientes hospitalizados com Covid-19. Resultados deste estudo são esperados em breve.

O opaganibe também mostrou atividade anticâncer e tem o potencial de atingir várias indicações oncológicas, virais, inflamatórias e gastrointestinais.

Confira o avanço da vacinação no Brasil:

 

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