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Covid-19 deixa mais de 12 mil crianças órfãs no Brasil

Estudo feito em cartórios brasileiros mostrou que a doença tirou o pai ou a mãe de muitas crianças de até seis anos de idade.

Por Simone Blanes 19 out 2021, 16h46

Pelo menos 12.211 crianças de até seis anos e idade ficaram órfãs de um dos pais, vítimas da Covid-19, no Brasil. E entre elas, 25,6% não tinham completado um ano. Esses são os dados de um estudo feito entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano, pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que representa os cartórios de registro civil no país.  Além disso, a pesquisa mostra que 18,2% tinham um ano de idade; 18,2%, dois anos de idade; 14,5%, três anos; 11,4%, quatro anos; 7,8% tinham cinco anos e 2,5%, seis anos. Os índices levantados pela Arpen-Brasil, que também administra o Portal da Transparência, mostraram ainda que 223 pais morreram antes do nascimento de seus filhos, enquanto 64 crianças até seis anos perderam o pai e a mãe pela doença.

“A base de dados dos cartórios tem auxiliado constantemente os poderes públicos, os laboratórios e os institutos de pesquisas a dimensionar o tamanho da covid-19 em nosso país e o fato de termos esta parceria com a Receita Federal para a emissão do CPF na certidão de nascimento dos recém-nascidos nos permitiu chegar a este número parcial, mas já impactante”, disse Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Arpen-Brasil, em nota.

O levantamento foi feito com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 7.645 cartórios brasileiros de registro civil desde 2015, ano em que passaram a emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento das crianças recém-nascidas em todo o país. São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná foram os estados que mais registraram mortes de pais com filhos entre esse público infantil.

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