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Covid-19: China aprova primeira patente para vacina contra o vírus

O imunizante da empresa CanSino Biologics passará por testes em diversas partes do mundo; há negociações abertas para análises também no Brasil

Por Da Redação Atualizado em 17 ago 2020, 11h15 - Publicado em 17 ago 2020, 10h42

A farmacêutica chinesa especializada em vacinas CanSino Biologics obteve a aprovação de patente do governo de Pequim para sua vacina contra a Covid-19, de nome Ad5-nCOV, informou a imprensa local, citando documentos da agência reguladora de propriedade intelectual do país. Trata-se da primeira patente de vacina contra o coronavírus concedida pela China, informou o jornal estatal People’s Daily no domingo 16.

O jornal citou documentos publicados pela Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China, dizendo que a patente foi emitida em 11 de agosto. A Ad5-nCOV é uma das candidatas chinesas na busca por uma vacina eficaz contra a Covid-19.

  • Testes e ações

    A Arábia Saudita disse este mês que planeja iniciar os testes clínicos de fase 3 do medicamento, que inclui a testagem em milhares de voluntários. A CanSino disse que também está em negociações com a Rússia, Brasil e Chile para aplicar os testes da mesma fase.

    As ações da CanSino em Hong Kong subiram cerca de 14% na sessão da manhã de segunda-feira. Em Xangai a alta foi de 6,6% a partir do meio-dia.

    Outras vacinas no páreo

    Esta não é a única vacina lançada por um laboratório chinês para conter a Covid-19. Há, pelo menos, outras duas em estágio avançado. Uma delas, desenvolvida pelo Grupo Farmacêutico Nacional da China (Sinopharm) foi capaz de produzir anticorpos em testes clínicos iniciais e intermediário, segundo anúncio recente. Outro é o fármaco da Sinovac Biotechs, que passa em testes pelo Brasil em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo. O medicamento também apresentou resposta imune em testes iniciais e passa por testagem em 9.000 voluntários brasileiros. A previsão do Butantan é que — caso tudo corra dentro do esperado — o medicamento esteja liberado até o início de 2021.

    (Com Reuters)

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