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Coronavírus: Brasil aumenta o número de países monitorados

O Ministério da Saúde ampliou para 27 o número de países monitorados por apresentarem transmissão local do coronavírus. Canadá e EUA integram a lista

Por Da redação Atualizado em 4 mar 2020, 14h29 - Publicado em 4 mar 2020, 13h41

O Ministério da Saúde aumentou na terça-feira para 27 o número de países monitorados por apresentarem transmissão interna do coronavírus. Entre os novos integrantes estão Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, Espanha, Noruega, Reino Unido, Suíça, Finlândia, Croácia, Grécia, Holanda, Noruega e San Marino.

Isso significa que pessoas que estiveram nesses países nos últimos catorze dias e apresentarem febre e algum sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, serão consideradas com suspeita de coronavírus. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na terça, o país tem 488 casos suspeitos da doença.

Com a inclusão dos novos países, é provável que haja um aumento significativo no número de casos suspeitos da doença nos próximos dias. O mesmo aconteceu na semana passada após a inclusão de países como Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia, na segunda-feira 24. Inclusive, foi essa medida que permitiu a detecção dos dois casos confirmados da doença no país, já que os pacientes em questão foram infectados durante viagem à Itália.

A decisão de ampliar ainda mais a lista de vigilância surgiu do aumento da quantidade de novos casos de coronavírus nesse local e da confirmação de transmissão interna do vírus nesses países. A medida faz parte das ações de contenção realizadas pelo Ministério da Saúde contra a transmissão do coronavírus.

De acordo com a pasta. o aumento do número de casos confirmados por circulação interna do vírus em alguns países coloca o Brasil em um momento de transição. Além das ações de contenção, o Ministério da Saúde inicia as medidas de mitigação, que é a preparação da rede de assistência. A intenção é reforçar as ações de prevenção para evitar a circulação do vírus no país e impedir que ele atinja a população de risco de desenvolver casos graves da doença, como idosos, imunodeprimidos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas.

A aproximação do outono e inverno, estações frias e secas, também preocupam o ministério. Já que há um aumento natural de casos de síndromes respiratórias, como as gripes e resfriados, nessa época do ano.

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