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Coronavírus: aumento de casos no Brasil está dentro do esperado

Foram 67 mortes e 926 novos casos notificados nas últimas 24 horas

Por Mariana Rosário Atualizado em 6 abr 2020, 19h58 - Publicado em 6 abr 2020, 18h20

De acordo com dados do Ministério da Saúde o Brasil nesta segunda-feira, 6, registra 553 mortes em decorrência do novo coronavírus e mais 12.056 casos confirmados. São 926 novos diagnósticos confirmados e 67 mortes registradas nas últimas 24 horas

De acordo com o médico epidemiologista e infectologista e mestre em saúde pública Bruno Scarpellini, a média está dentro do esperado para a curva de infecção no Brasil. No entanto, é preciso dispor de mais dados históricos para detectar se foi possível achatar a curva de infecções. “O efeito do isolamento social só é percebido de duas a quatro semanas depois que ele foi adotado”, explica. “Como ocorrerá também o aumento do número de testes, obviamente também teremos mais casos registrados. Nesse cenário, devemos prestar a devida atenção a taxa de letalidade, se haverá mudança”, pontua ele que acredita que só será possível ter clareza do caminhar da epidemia após testagem em massa.

Outro ponto que requer atenção, de acordo com Scarpellini, é a falta de informação sobre as baixas e afastamentos de profissionais de saúde empenhados em conter a pandemia. “Faz falta nas estatísticas saber quantos desses profissionais estão internados em terapias intensivas ou não. Além disso, também precisaríamos de dados de burnout (ou seja, esgotamento) destes profissionais”, explica o médico em referência a um novo desafio que pode ser enfrentado pelos serviços de saúde: a falta de pessoal.

Para ele, uma forma efetiva de exemplificar a gravidade da infecção no Brasil seria divulgar o estado de ocupação de leitos hospitalares em todo o país. “Deveria ser um número amplamente divulgado. Ajuda a população a entender o que está acontecendo, a gravidade da situação”, disse.

Cenário geral

No último domingo, 6, as taxas de infecção e morte estavam na casa dos 11.130 casos confirmados e 486 óbitos. Com crescimento de 852 casos em relação ao dia anterior, uma considerável queda ao que era visto desde o dia 31 de março, quando todos os aumentos de casos diários estavam próximos de 1.100 novos diagnósticos.

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