Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Coronavírus: artigo assinado por Mandetta aponta pico de casos até maio

Análise técnica foi publicada em parceria com diversos outros pesquisadores ligados ao Ministério da Saúde e também defende o isolamento social

Por Da Redação Atualizado em 8 abr 2020, 11h31 - Publicado em 8 abr 2020, 11h28

Um artigo publicado na terça-feira 7 na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e assinado por diversos especialistas no combate da pandemia do novo coronavírus no Brasil, entre eles o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aponta que o pico de casos no país ocorrerá entre abril e maio. O estudo também indica que a circulação da doença, a Covid-19, se dará até meados de setembro. As estimativas são baseadas em modelos matemáticos.

Neste cenário, o material aponta que “existem preocupações quanto à disponibilidade de unidades de terapia intensiva (UTI) e ventiladores mecânicos necessários para pacientes hospitalizados”. Além disso, o artigo também menciona a ausência de “testes diagnósticos específicos, particularmente RT-PCR em tempo real, para a detecção precoce de Covid-19 e a prevenção da transmissão subsequente”.

Com a falta de tantos insumos, a saída apontada é o isolamento — justamente a medida que foi ponto de desentendimento público entre Mandetta e o presidente da República, Jair Bolsonaro. “O isolamento social é uma medida que deve ser sugerida precocemente, a fim de achatar a curva epidemiológica com o menor impacto econômico possível”, diz o conteúdo. O documento ainda relembra que as autoridades brasileiras “não implementaram um bloqueio através do uso de forças de segurança para impedir o movimento de pessoas em massa”.

Para os estudiosos, se o distanciamento social for efetivo, liberando o acesso do público apenas a serviços essenciais, o impacto econômico poderá ser “mitigado” ao mesmo passo que a atual epidemia de Covid-19 será controlada.

Continua após a publicidade

Histórico promissor

No entendimento dos pesquisadores, epidemias anteriores, como as de varíola, zika e H1N1, ajudaram o sistema brasileiro de saúde a criar rápidas medidas de controle e erradicação. A H1N1, mais especificamente, levou o SUS a desenvolver expertise para o atendimento de complicações respiratórias.

Entre os autores da publicação estão Julio Croda, ex-especialista do Ministério da Saúde e atual pesquisador da Fiocruz, e Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde da equipe de Mandetta.

ASSINE VEJA

Até quando? As previsões dos cientistas para o fim do isolamento A imensa ansiedade para a volta à normalidade possível, os dramas das vítimas brasileiras e a postura equivocada de Bolsonaro diante da crise do coronavírus
Clique e Assine
Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)