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Coquetel de baixo custo pode prevenir Alzheimer na velhice

Remédio combinaria droga contra diabetes e substância encontrada no vinho

Por Da Redação 25 nov 2010, 08h30

Ao custo de centavos por dia, é possível manter o cérebro saudável na velhice, prevenir o Alzheimer ou parar o desenvolvimento da demência, acreditam médicos britânicos. A aposta dos pesquisadores está depositada em um coquetel de baixo custo que mistura uma droga usada no tratamento do diabetes e o “ingrediente mágico” do vinho tinto. O estudo foi publicado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A fórmula, criada por pesquisadores da Universidade Dundee, na Escócia, se apoia em duas substâncias já consagradas no meio médico. A metformina conquistou sua fama combatendo os níveis de açúcar no sangue de pacientes de diabetes e obesidade. Pesquisas recentes chegam a sugerir que ela tenha até mesmo o poder de prolongar a vida.

Já o resveratrol, encontrado em alguns tipos de uva, é conhecido por ser o “ingrediente secreto” dos vinhos tintos. Ele é capaz de afastar uma variedade de males, do envelhecimento ao câncer.

Para o desenvolvimento da droga, os pesquisadores demonstraram que a metformina impede a formação de emaranhados tóxicos de uma proteína chamada tau. Quando uma pessoa tem Alzheimer, esses emaranhados obstruem o cérebro, levando à destruição das células de memória.

“Esses emaranhados são nós físicos e químicos de proteína que foram observados no cérebro dos pacientes de Alzheimer”, explica Susann Schweiger, co-autora do estudo. “Ainda não se sabe se o dano às células cerebrais resulta de uma perturbação física da forma da célula ou de interferência química com as funções celulares. A única coisa que sabemos é que há uma intromissão nociva”, complementa.

Intromissão que tanto a metformina quanto o resveratrol têm o poder de impedir. Segundo os pesquisadores, se tomadas juntas, as duas substâncias poderiam controlar o Alzheimer. Alzheimer – A doença progressiva provoca a perda da memória e suas causas exatas ainda são desconhecidas. Ela acomete principalmente os idosos e não existe, até hoje, uma cura comprovada. O tratamento desenvolvido em Dundee poderia beneficiar cerca de 800.000 vítimas da doença no Reino Unido e pelo menos um milhão e duzentas mil no Brasil.

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