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Companhia aérea usada por americano com ebola diz que não há risco de contaminação

Paciente voou em dois aviões da United Airlines no retorno aos EUA; empresa está entrando em contato com passageiros dos voos para esclarecer dúvidas

Por Da Redação 3 out 2014, 01h11

A United Airlines, companhia aérea que transportou o americano diagnosticado com o vírus ebola, está entrando em contato com centenas de passageiros que estavam nos dois aviões utilizados pelo paciente em 20 de setembro. De acordo com a United, a empresa está fornecendo a essas pessoas o contato do Centro americano para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), capaz de responder a perguntas sobre a possível transmissão do vírus. A companhia, no entanto, assegurou que, segundo o próprio CDC, o risco de que algum passageiro tenha sido contaminado é “zero”.

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Identificado como Thomas Eric Duncan, o paciente de origem liberiana é a primeira pessoa diagnosticada com ebola nos Estados Unidos e também fora da África. Ducan desembarcou no Texas em 20 de setembro, começou a manifestar os sintomas no dia 24 e procurou ajuda médica no dia 26 Hospital Presbiteriano de Dallas, onde foi atendido e liberado em seguida com a prescrição de antibióticos. Dois dias depois, quando seu estado de saúde piorou, retornou ao hospital e foi internado com suspeita de ebola.

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Acredita-se que Duncan voou da Monróvia, capital da Libéria, para Bruxelas em uma linha aérea europeia. Em seguida, ele embarcou no voo 951 da United em Bruxelas para Washington, onde foi transferido para o voo 822 da United para Dallas. A United, segunda maior companhia aérea dos EUA, não informou o número exato de passageiros nos aviões usados por Ducan. A companhia também se comunicou com a equipe de bordo desses voos e com todos seus funcionários.

As duas aeronaves usadas nos voos passaram pela limpeza regular noturna e continuam operando normalmente, de acordo com a United. A companhia segue realizando os voos de Bruxelas para os EUA, assim como de Houston para Lagos, na Nigéria, o único direto dos EUA para a África.

Nesta quinta-feira, o Hospital Presbiteriano de Dallas informou que Duncan segue em estado grave. “Os médicos e enfermeiros da equipe continuam a fornecer tratamento de qualidade ao paciente diagnosticado com o vírus ebola”, disse o hospital em comunicado.

Cinegrafista infectado – Um cinegrafista americano que trabalha para a NBC News na Libéria testou positivo para o vírus ebola e será levado de volta aos Estados Unidos para tratamento, afirmou a emissora nesta quinta-feira. Acredita-se que o diagnóstico do freelancer, contratado no início desta semana para trabalhar com a editora de assuntos médicos seja o primeiro caso de um jornalista americano infectado com a doença desde o início do surto atual na África.

(Com agências Estadão Conteúdo e EFE)

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