Como é feita uma videolaparoscopia, cirurgia que Roberto Carlos vai fazer na vesícula?
Segundo assessoria do cantor, cirurgia já estava programada e não vai interferir na agenda de shows; procedimento é minimamente invasivo
O cantor Roberto Carlos vai passar por uma cirurgia de vesícula por videolaparoscopia, segundo informou sua equipe na quarta-feira (22). Em publicação nas redes sociais do artista, a assessoria explicou que o procedimento já tinha sido previamente programado. “Roberto Carlos está tranquilo e seguindo todas as orientações médicas”, afirma a nota. Ainda segundo o comunicado, a recuperação é rápida e não vai interferir na agenda de shows.
A videolaparoscopia é uma cirurgia minimamente invasiva, já que é realizada apenas com pequenas incisões e o auxílio de uma câmera. Por estressar menos o organismo, permite uma recuperação mais rápida e com menos dor. Na vesícula, a técnica é usada principalmente em cirurgias para retirada do órgão, procedimento indicado com frequência em casos de pedras na vesícula (cálculos) ou inflamações. A equipe do cantor, porém, não informou o motivo específico da operação de Roberto Carlos.
Como é feita a videolaparoscopia
A técnica permite que o cirurgião visualize o interior da barriga por meio de uma pequena câmera, daí o significado do termo laparoscopia, que vem do grego e é equivalente a algo como “observar o abdômen”.
Antes do início da operação, o paciente recebe anestesia geral para evitar desconfortos provocados pelo procedimento, especialmente pela utilização de gás carbônico dentro do abdômen.
A cirurgia começa com pequenas incisões na pele, geralmente de cerca de 1 centímetro. Por uma delas, o médico introduz gás carbônico, que cria um espaço entre os órgãos e a parede abdominal. Essa expansão facilita a visualização das estruturas internas e permite a movimentação dos instrumentos cirúrgicos.
Após o procedimento, o gás é absorvido pelo organismo, mas, enquanto está presente, pode pressionar o diafragma e influenciar temporariamente a respiração, causando sensação de sufoco, daí a importância da anestesia.
Em seguida, o cirurgião insere instrumentos finos e alongados pelos pequenos orifícios feitos na pele. A quantidade e o tipo de equipamentos utilizados variam conforme a cirurgia. A câmera é o elemento central da videolaparoscopia. Inserida no abdômen, ela transmite imagens em tempo real para um monitor, permitindo que o médico acompanhe cada etapa da operação.
Ao final do procedimento, os instrumentos são retirados e as pequenas incisões são fechadas com pontos. Como provoca menos agressão aos tecidos do que uma cirurgia aberta, a videolaparoscopia costuma resultar em menos dor, menor tempo de recuperação e cicatrizes discretas. Em muitos casos, a alta ocorre em cerca de 24 horas, e o paciente consegue retomar gradualmente as atividades habituais em poucos dias.
Além do benefício estético, a técnica também reduz o trauma cirúrgico. Com menos tempo de imobilização, há menor risco de complicações associadas à permanência prolongada no leito, como trombose e constipação intestinal.
Apesar das vantagens, a videolaparoscopia não é indicada para todos os pacientes. Algumas situações podem exigir a cirurgia aberta tradicional, como infecções extensas na cavidade abdominal, obstrução intestinal ou insuficiência cardíaca grave, condição em que a pressão provocada pelo gás dentro do abdômen pode representar um risco. Doenças cardíacas e pulmonares importantes, hérnias de grande porte e a necessidade de múltiplas cirurgias também podem limitar o uso da técnica.
Atualmente, a cirurgia por vídeo é utilizada em diversas áreas da medicina. Entre os procedimentos que podem ser realizados com essa abordagem estão a retirada da vesícula por pedras, correção de hérnias, tratamento de miomas e endometriose, cirurgias para apendicite, tumores abdominais e operações bariátricas.







