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Como Bruno Covas vem enfrentando o tratamento contra o câncer

Remédio reduziu o tumor nos linfonodos pela metade e não provocou efeitos colaterais

Por Adriana Dias Lopes Atualizado em 20 nov 2020, 19h13 - Publicado em 20 nov 2020, 18h06

Desde o dia 26 de fevereiro, o prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição na cidade de São Paulo, vem se submetendo a uma das terapias mais avançadas na medicina conta o câncer: a imunoterapia. O tratamento tem como objetivo eliminar a doença que acomete a cadeia de linfonodos ao redor da cabeça do pâncreas. Ele estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos para combater células cancerígenas.

Covas recebe injeções do pembrolizumabe, uma moderna medicação na imunoterapia. As doses são tomadas a cada três semanas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Elas são administradas por meio de um pequeno cateter que ele tem implantado no peito. O dispositivo foi colocado justamente para receber as doses do remédio. As sessões duram 30 minutos e não há necessidade de internação.

O candidato a prefeito dispensa seguranças pelos corredores do hospital e qualquer outro tipo de séquito. Ou ele vai sozinho ou acompanhado do irmão, Gustavo. “Bruno tem uma força de vontade incrível, nunca deixou a doença lhe abater”, diz o oncologista Tulio Pfiffer, do Hospital Sírio Libanês, da equipe que trata do prefeito, integrada também pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, o infectologista David Uip e o oncologista Artur Katz.

Os check-ups da doença são feitos em cerca de três em três meses. Eles incluem uma tomografia, uma ressonância magnética, um PET-Scan e uma endoscopia. A última bateria, realizada em setembro, mostrou que o câncer nos linfonodos havia reduzido pela metade.

A cada três semanas, Covas também se submete a exames que controlam a reação de seu organismo à medicação. Cerca de 10% dos pacientes que se submetem à imunoterapia têm efeitos mais severos, como problemas renais, na tireoide ou hepatite. O prefeito jamais teve qualquer alteração associada ao remédio.

O câncer do prefeito foi diagnosticado em novembro do ano passado. A doença então acometia a cárdia, região de transição entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado e nos linfonodos. O tratamento com a quimioterapia eliminou a doença, com a exceção dos linfonodos, que agora são tratados com a imunoterapia.

O emagrecimento recente de Covas não tem a menor relação com os tratamentos, como chegou a ser cogitado.  “Ele mal está tendo tempo de comer por causa da correria da campanha, belisca uma coxinha aqui, um pastel ali e pronto”, diz o oncologista Tulio Piffer.

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