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Comer tarde engorda e aumenta risco de diabetes, dizem pesquisas

À noite, o desejo de comer aumenta enquanto a queima de calorias diminui, o que tem reflexos no peso e na saúde

Por Diego Alejandro
Atualizado em 13 nov 2023, 18h10 - Publicado em 13 nov 2023, 17h11

É comum ter vontade de fazer um lanchinho à noite, mas o mantra de “comer tarde faz mal” não raro bloqueia o impulso. E, de fato, ingerir uma grande quantidade de alimentos quando o corpo se prepara para descansar não é uma boa coisa a se fazer, sinaliza um novo estudo realizado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais.

Os cientistas descobriram que o hábito aumenta o risco de obesidade e de desenvolver complicações relacionadas à síndrome metabólica, como diabetes, acidente vascular cerebral (AVC), entre outras condições.

A equipe chegou à conclusão após analisar informações de 7 379 adultos do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), um programa dos Estados Unidos destinado a avaliar a saúde e o estado nutricional dos americanos. Ao cruzar dos dados, os pesquisadores brasileiros identificaram uma associação entre a realização de refeições tardias e maiores taxas de obesidade abdominal e glicemia de jejum.

Esses valores eram mais elevados entre aqueles que fizeram sua última refeição por volta das 22h em comparação com aqueles que jantaram por volta das 18h30, por exemplo. 

Ganho de peso

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Um estudo publicado no ano passado e conduzido pela Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, descobriu que o período da ingestão também afeta significativamente o gasto de energia, o apetite e o metabolismo do tecido adiposo.

Dentro de um experimento, a pesquisadora Nina Vujović e sua equipe estudaram 16 pacientes com índice de massa corporal (IMC) na faixa de sobrepeso ou obesidade. E perceberam que aqueles que se alimentavam mais tarde apresentavam alterações hormonais que culminavam em mais vontade de comer e ritmo mais lento na queima de calorias. 

Sabe-se que o acúmulo de gordura na região abdominal aumenta o risco de resistência à insulina e síndrome metabólica, que consiste em uma série de alterações envolvendo os níveis de colesterol, glicemia e pressão arterial.

Qual o melhor horário?

Publicado na revista acadêmica Cell Reports, um estudo japonês buscou esclarecer se consumir a maior parte da quantidade diária recomendada de proteínas no café da manhã, em vez de fazê-lo no jantar, resultaria em maior ganho de massa muscular. A resposta é sim. A hipótese é que, pela manhã, o metabolismo de proteínas é mais eficiente, contribuindo para o aumento do volume muscular.

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Determinados hormônios, enzimas e o sistema digestivo estão preparados para a ingestão de alimentos pela manhã e à tarde, quando o organismo precisa de energia para dar conta das tarefas cotidianas. À noite, o que ele necessita é descanso. 

Por isso, o organismo regula o sobe e desce de hormônios ao longo da vigília e do sono de forma a sincronizar o gasto e a poupança energética. À noite, o corpo se prepara para o relaxamento. Nesse contexto, a liberação de insulina diminui, o cortisol dá lugar à melatonina, hormônio que induz ao sono, e o metabolismo fica mais lento.

Os compassos são precisos. Respeitá-los é um jeito de garantir uma saúde mais equilibrada — e um corpo em forma.

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