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Clínicas particulares negociam compra de 5 milhões de vacinas da Índia

O imunizante, no entanto, ainda não foi registrado na Anvisa e sua eficácia ainda não está comprovada. O valor da vacina não foi revelado

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 6 jan 2021, 11h26 - Publicado em 3 jan 2021, 22h26

O presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, informou neste domingo, 3, em entrevista à Globo News, que a associação está negociando a compra de cinco milhões de doses da vacina Covaxin, contra a Covid-19, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

O uso do imunizante foi aprovado emergencialmente na Índia, mas no Brasil ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os primeiros estudos clínicos revelaram que a vacina não gera efeitos colaterais graves e produz anticorpos para a Covid-19. Mas ainda faltam informações sobre a eficácia da vacina.

Na entrevista, Geraldo Barbosa também falou sobre a expectativa de cronograma da vacina: os resultados da fase três dos testes sairiam em janeiro e, se confirmado, o pedido de registro à Anvisa seria feito em fevereiro. A previsão da associação é que a vacina já poderia esteja disponível nas clínicas particulares brasileiras no final de março.

Não há ainda estimativa de quanto vai custar a vacina na rede particular e a disponibilização nas clínicas não prejudicaria o sistema público de saúde porque as doses fazem parte de uma produção adicional do laboratório. “A gente já vem buscando saídas para o mercado privado e surgiu a possibilidade dessa vacina indiana, que é muito promissora. Como o mercado todo já estava comprometido com as demandas do governo – corretamente, porque eu acho que tem que ser prioridade –, a gente tentou uma saída alternativa. E essa indústria indiana se disponibilizou a oferecer parte da produção para o mercado privado brasileiro. Então, é uma venda adicional que não vai interferir no quantitativo que o governo pediu”, afirmou o presidente da entidade”, disse Geraldo Barbosa.

O presidente da associação viajará à Índia na próxima semana para conhecer melhor o produto e discutir a viabilidade de trazer o imunizante ao país.

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